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Viúva de radialista morto no Beach Park contesta tese de fatalidade: "Irresponsabilidade"
Luciane Cristina da Silva revela que peso máximo da boia foi ultrapassado e critica falta de segurança em atração.
A viúva do radialista Ricardo José Hilário Silva, morto após um acidente no toboágua Vainkará, no Beach Park, afirmou que a tragédia ocorrida na última segunda-feira não foi uma fatalidade. Em entrevista, Luciane Cristina da Silva classificou o episódio como fruto de irresponsabilidade e falta de segurança por parte do estabelecimento.
Segundo o relato, o radialista se separou da esposa e da filha de 8 anos para completar um grupo de quatro pessoas em uma boia anterior. Investigações preliminares indicam que o limite de peso de 320 kg, exigido pelo próprio parque aquático, teria sido ultrapassado no momento da descida fatal.
Relatos de pânico e falha técnica
Testemunhas que estavam no mesmo bote que Ricardo descreveram o acidente como um filme de terror. O equipamento virou em uma das rampas, fazendo com que a vítima batesse a cabeça na estrutura do brinquedo, resultando em traumatismo craniano imediato.
"Uma tremenda irresponsabilidade, uma falta de segurança. Não foi uma fatalidade", desabafou Luciane Cristina ao relembrar os últimos momentos com o marido.
O Beach Park informou que segue protocolos internacionais e que realizou testes oficiais antes da inauguração da atração. A empresa fabricante, sediada no Canadá, alegou que este foi o único registro de acidente fatal em milhares de instalações similares ao redor do mundo.
Atualmente, o brinquedo permanece interditado enquanto a perícia trabalha para determinar as causas exatas do impacto. O radialista, que trabalhava em Sorocaba (SP), foi enterrado sob forte comoção de amigos e familiares que destacaram sua dedicação à paternidade.
Com informações de G1 São Paulo (Notícias do Estado).