Região
Vigilância Sanitária colhe água em Glicério para exame após fedor de esgoto; Sabesp diz que limpou tudo
O Departamento de Vigilância Sanitária agiu rápido nas primeiras horas do dia e mandou amostras para o Instituto Adolfo Lutz
Glicério - O bafafá da água fedorenta que tirou os moradores de Glicério do sério virou caso de fiscalização pesada de saúde pública logo cedo, com os agentes batendo de porta em porta para desvendar o mistério da torneira da nojeira! O Departamento de Vigilância Sanitária iniciou, nas primeiras horas do dia, a coleta de amostras de água em Glicério (SP), após moradores relatarem problemas na qualidade da água distribuída no município, incluindo cheiro semelhante ao de esgoto.
O cerco burocrático e técnico foi montado para não deixar margem de dúvida. Segundo informações do departamento, foram coletadas três amostras em diferentes pontos da área onde houve reclamações. E para fechar o plano de balcão e fazer o teste dos nove, uma quarta amostra foi recolhida em outro local da cidade, onde não foram registradas queixas, para permitir a comparação dos resultados laboratoriais.
Flagrante no poço: Água inadequada acumulada no fundo
No meio do "Rapa" de fiscalização, os agentes pegaram o problema na fonte. Durante a fiscalização, profissionais da Vigilância Sanitária encontraram equipes da Sabesp trabalhando no ponto de captação de água do São João. De acordo com o responsável da companhia que conversou com os fiscais, a zica toda aconteceu por conta de acúmulo de água na parte inferior do poço.
Para tentar estancar a crise antes que mais gente ficasse doente, o jeito foi fechar o registro geral: como medida para solucionar a situação, a distribuição de água foi temporariamente interrompida para que fosse realizado o esgotamento da água considerada inadequada para o consumo. A pane na rede de abastecimento atende moradores das regiões do São João, do bairro Vandir e da Cohab Nova, incluindo o bairro Nova Glicério.
Para limpar a sujeira, a Sabesp também informou que enviaria caminhões-pipa para realizar a higienização do ponto de captação. No meio dos bairros, os fiscais pegaram ainda um técnico realizando o escoamento da água em residências, com o objetivo de acelerar a retirada da água com alterações direto do cano dos moradores.
Instituto Adolfo Lutz vai dar o veredito final
A papelada e os potes com o líquido já foram despachados com urgência para a capital. As amostras coletadas serão encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, responsável pela análise bacteriológica. O resultado deverá ajudar a esclarecer as condições da água e verificar se há contaminação por coliformes ou outras bactérias.
O órgão municipal avisou que divulgará os resultados assim que receber os laudos laboratoriais, mas acalmou os ânimos dizendo que, até a conclusão das análises, ainda não há confirmação laboratorial sobre a presença de contaminação na água.
O outro lado: Sabesp solta nota e jura que a água está limpa
Procurada pela nossa equipe de reportagem, a direção da companhia mandou um posicionamento oficial garantindo que a bronca já foi resolvida:
"A Sabesp informa que a ocorrência foi solucionada e o abastecimento de água na região já está totalmente normalizado. A alteração momentânea na característica da água foi detectada após manutenção corretiva no sistema. Assim que a situação foi identificada, equipes técnicas da Companhia atuaram prontamente e, na tarde de ontem (13/10), realizaram o esvaziamento e a limpeza das redes e do reservatório que atende essa região.
A Companhia destaca ainda que foram realizadas análises laboratoriais para verificar os parâmetros de qualidade da água, cujos resultados confirmaram que a água distribuída atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pelos órgãos competentes."
Olho vivo na torneira! Continuamos de olho para trazer o laudo do Adolfo Lutz assim que sair do forno!