Política
Vereador propõe venda de terrenos públicos para investir na saúde e no abastecimento de água em Birigui
Projeto prevê que recursos sejam destinados exclusivamente para reduzir filas na saúde.
Birigui - O vereador Marcos da Ripada apresentou um projeto que propõe autorizar a Prefeitura de Birigui a vender terrenos públicos considerados ociosos para investir recursos na saúde pública e em melhorias no sistema de abastecimento de água da cidade.
O parlamentar já havia comentado sobre a proposta durante a sessão da Câmara realizada na última terça-feira (5), quando se posicionou contra um projeto do Poder Executivo que criou uma nova taxa municipal. A proposta foi aprovada por 8 votos a 6, provocando críticas da oposição.
Na justificativa do projeto, Marcos da Ripada afirma que o município possui centenas de áreas públicas sem utilização prática pela administração municipal. Segundo ele, muitos desses terrenos estariam abandonados, sem destinação definida, gerando despesas indiretas ao poder público e problemas à população.
O vereador argumenta que, enquanto isso, a cidade enfrenta dificuldades na área da saúde, com pacientes aguardando por cirurgias eletivas, exames especializados, consultas médicas, procedimentos de média e alta complexidade e medicamentos essenciais.
De acordo com o parlamentar, a demora no atendimento tem provocado agravamento de doenças e aumento da demanda reprimida na rede pública. Ele também cita reportagens divulgadas pela imprensa regional sobre as filas e dificuldades enfrentadas pelos pacientes.
Outro ponto destacado na proposta é a crise no abastecimento de água em Birigui. Segundo Marcos da Ripada, diversos bairros sofrem frequentemente com a falta de água, situação que afeta moradores, escolas, creches, unidades de saúde e o comércio.
O vereador afirma que o município enfrenta um déficit estimado em cerca de 2 milhões de litros de água por dia e defende investimentos em perfuração de poços, instalação de reservatórios, ampliação da captação, modernização da rede de distribuição e combate às perdas no sistema.
Pela proposta, a venda dos terrenos dependeria de avaliação prévia das áreas, realização de licitação pública, transparência nos procedimentos, fiscalização e controle legislativo.
O texto também prevê que todo o dinheiro arrecadado seja depositado em conta específica, com utilização exclusiva em investimentos na saúde pública e na infraestrutura hídrica do município.
Na justificativa, o parlamentar defende que o patrimônio público deve cumprir função social e atender diretamente às necessidades da população.
fonte: Agência Trio Notícias