Brasil
Vendas do comércio disparam 6,3% e varejo brasileiro bate recorde no trimestre
O Índice do Varejo Stone (IVS) mostra que a renda do trabalhador segurou o consumo em supermercados e postos de combustíveis de janeiro a setembro
Brasil - Se você andou percebendo as lojas mais movimentadas, os caixas dos supermercados com filas maiores e o movimento de balcão mais aquecido nos últimos meses, saiba que a sua impressão está coberta de razão e os números da economia nacional acabam de carimbar esse otimismo! As vendas do varejo brasileiro cresceram 6,3% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS).
O dinheiro circulando de janeiro a setembro deu uma engrenada boa no faturamento das empresas. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o avanço foi de 1,6%. Se puxarmos o retrovisor burocrático, no acumulado de janeiro a setembro, as vendas avançaram 4,7% em relação aos nove primeiros meses de 2025. Teve apenas uma leve freada em setembro, que registrou queda de 0,3% frente a agosto, apesar da alta de 5,4% na comparação anual.
A explicação dos analistas para esse fenômeno financeiro é bem direta na carteira do cidadão:
“A principal leitura é que a renda continua sustentando o consumo, especialmente nos segmentos mais ligados às necessidades do dia a dia, enquanto as condições de crédito seguem limitando os setores mais dependentes de financiamento”, afirma Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone.
O raio-X do balcão: Quem subiu e quem desceu no mercado?
As famílias priorizaram a comida, o combustível e os remédios, deixando as compras parceladas de carnê mais de lado:
Supermercados e Postos na liderança: Na comparação do terceiro trimestre com o de 2025, combustíveis e lubrificantes lideraram, com crescimento de 14,1%, seguidos por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,4%).
Farmácias e Livrarias: Artigos farmacêuticos subiram 5,6%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria tiveram alta de 4,2% no trimestre.
Prejuízo no Guarda-Roupa: O aperto sobrou para a moda. Tecidos, vestuário e calçados foi o único segmento com retração no trimestre, de 3,5%, mostrando que o consumidor segurou o bolso para roupas novas.
Se olharmos só o mês de setembro contra agosto, a maior alta isolada foi de livros e papelaria, com 1,3%, enquanto a maior queda de balcão ficou com outros artigos de uso pessoal e doméstico, que despencaram 1%. Móveis e eletrodomésticos recuaram 0,9%, sofrendo com os juros altos do crediário.
São Paulo avança 5,2% e Região Norte lidera o ranking
A onda verde no caixa das lojas pegou quase o país inteiro de ponta a ponta. Na comparação anual, 25 estados registraram crescimento nas vendas do varejo. O topo do pódio ficou com Roraima, com uma alta impressionante de 19,6%. O Mato Grosso foi o único estado a apresentar queda, de 1,9%.
Aqui no nosso balcão estadual, o resultado foi bem positivo para os comerciantes: São Paulo teve alta de 5,2% no acumulado anual. Na divisão por regiões brasileiras, o mapa do faturamento ficou assim:
Região Norte: Liderou o crescimento disparado, com 10,2%;
Região Nordeste: Avançou 6,1%;
Região Sul: Cresceu 4,4%;
Região Sudeste: Marcou 3,9%;
Região Centro-Oeste: Fechou a lista com 3,4%.
A economia segue girando e o comércio regional de Araçatuba, Birigui e região sente esse reflexo direto no balcão de vendas diárias!