Brasil
Uso do saque-aniversário do FGTS para garantia de empréstimos ganha mais tempo
Conselho Curador adia mudança que reduziria limite de saques futuros e ainda aprova orçamento bilionário para habitação, saneamento e saúde
Brasil - Boa notícia para quem está precisando de uma força no orçamento! O Conselho Curador do FGTS decidiu prorrogar até o dia 31 de março do ano que vem a regra de transição que permite ao trabalhador usar até cinco saques-aniversário futuros como garantia em operações de crédito.
Se a regra permanente entrasse em vigor agora, esse limite cairia para apenas três saques futuros. Com a prorrogação, quem pretende contratar empréstimos utilizando essa modalidade de garantia ganhou um fôlego extra para planejar as finanças.
E a modalidade movimenta muito dinheiro: segundo dados do Ministério do Trabalho, o saque-aniversário já rodou mais de 242 bilhões de reais desde que foi criado. Desse montante, cerca de 94 bilhões foram parar direto nas mãos dos trabalhadores, enquanto quase 148 bilhões de reais foram direto para a quitação de empréstimos com instituições financeiras.
Pacotão de investimentos: 169 bilhões de reais para 2027
Além de mexer no prazo do empréstimo, o conselho também bateu o martelo e aprovou o orçamento total do fundo para 2027, que chega ao valor astronômico de 169 bilhões de reais.
O maior pedaço desse bolo vai direto para a casa própria: são 144 bilhões e 500 milhões de reais destinados a financiamentos imobiliários, subsídios habitacionais e ações do programa Minha Casa, Minha Vida.
Veja como fica a divisão do dinheiro para a habitação:
Famílias de baixa renda: 125 bilhões e 500 milhões de reais.
Classe média (via Minha Casa, Minha Vida): 15 bilhões de reais.
Subsídios para menor renda: 13 bilhões de reais.
Linha pró-cotista: 4 bilhões de reais em condições especiais para quem tem saldo no fundo.
Saúde, saneamento e infraestrutura também entram na conta
O FGTS não vai investir só em moradia. O orçamento aprovado reservou verbas pesadas para outras áreas essenciais:
Saneamento básico: 8 bilhões de reais.
Infraestrutura urbana: 8 bilhões de reais.
Saúde: 8 bilhões e 500 milhões de reais.
Para quem fica preocupado com o próprio bolso, o governo mandou avisar: os recursos aplicados nessas políticas públicas vêm dos resultados financeiros do próprio fundo e não afetam diretamente as contas individuais dos trabalhadores.