Polícia
Trinca de traficantes é guinchada pela Civil de Penápolis: Família Unida no Crime
A casa já estava caindo para eles, que acabaram rodando no susto quando a polícia colou no endereço para cumprir o mandado de busca.
Penápolis - A tarde da última quarta-feira (8) foi de faxina para a Polícia Civil de Penápolis. Três pessoas rodaram em flagrante e foram direto para a tranca, acusadas de formarem uma verdadeira cooperativa do crime. Uma mulher de 33 anos, o irmão dela, de 25, e o companheiro dela, de 28, foram presos por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A operação foi orquestrada pela equipe do 1º DP (Distrito Policial) de Penápolis, sob o comando do delegado Thales Anhesini, e contou com o apoio de peso dos colegas de Avanhandava e da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) local. Os policiais já tinham a carta na manga: um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
Investigação e Tocaia
O esquema funcionava no bairro Rosa Alberton. A Civil já vinha monitorando o trio há tempos, e todas as pistas apontavam que a casa deles era, na verdade, um ponto de comercialização de entorpecentes, ou seja, uma biqueira de luxo em família.
Por volta das 16h, os agentes colaram no endereço para dar cumprimento ao mandado, mas resolveram fazer uma campana antes. Ficaram na espreita só observando. Não demorou muito para rolar aquela movimentação típica de tráfico, com o clássico "entrega de objeto, some a pessoa". Era a confirmação que os policiais precisavam.
O Bote e a Tentativa de Dar Fuga na Droga
Com a certeza do crime rolando na hora, a equipe arrombou e entrou na residência. A apreensão foi completa: porções de crack, cocaína e maconha, além de dinheiro, celulares e todo o kit para o preparo e fracionamento de entorpecentes (balança, plástico, etc.).
Teve emoção na hora do bote. Ao perceber a invasão, um dos investigados tentou, no desespero, dispensar uma porção de crack no vaso sanitário. Mas a polícia foi mais rápida, recuperou a prova e o sujeito acabou confessando a tentativa de se desfazer da prova do crime.
A Confissão e a Prova no Celular
Um dos acusados não teve saída e abriu o bico, confessando ser o dono do entorpecente. Ele ainda deu detalhes do negócio: disse que a pedra de crack apreendida seria fracionada e que cada porçãozinha ia ser comercializada por dezão (R$ 10,00).
Para fechar o caixão, os policiais, já com a autorização judicial para analisar os celulares apreendidos, deram uma olhada rápida nas conversas e encontraram elementos compatíveis com a prática do tráfico de drogas. O negócio estava bombando no WhatsApp.
Os aparelhos agora vão para a perícia para extração de dados completa. Os três investigados tiveram as prisões confirmadas pelo delegado e já foram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. O destino agora é a audiência de custódia.
O delegado já se antecipou e representou pela decretação das prisões preventivas, justificando a gravidade dos fatos e o risco deles voltarem a traficar se ficarem soltos. A investigação continua para analisar os dados dos celulares e identificar se tem mais gente metida nessa parada.