ELEIÇÕES
TRE-SP nega recurso e mantém Pablo Marçal fora do jogo político até 2032
Empresário tentou virar a mesa na Justiça Eleitoral, mas presidente da Corte confirmou a inelegibilidade e a multa pesada.
São Paulo - A bruxa continua solta para o ex-candidato a prefeito Pablo Marçal (PRTB). O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, bateu o martelo, negou os recursos especiais eleitorais apresentados pela defesa do empresário e manteve o coach inelegível até 2032. Além de ficar fora das urnas, ele vai ter que coçar o bolso para pagar uma multa de R$ 420 mil.
Toda a confusão começou na campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024, quando o empresário ficou em terceiro lugar no pleito. Na época, ele promoveu competições e desafios nas redes sociais prometendo pix e dinheiro para apoiadores que viralizassem conteúdos do seu perfil. Para a Justiça, a prática configurou uso indevido dos meios de comunicação.
Em decisão publicada na última sexta-feira (21), o presidente do TRE-SP manteve o entendimento do acórdão anterior. Por outro lado, o magistrado também negou um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que queria punir o coach por abuso de poder econômico. Segundo Manfré, "embora configurado o uso indevido dos meios de comunicação, não houve prova inequívoca da efetiva transferência de valores", o que afastou essa condenação específica.
A equipe do empresário foi procurada para se manifestar sobre o novo revés na Justiça Eleitoral, mas ainda não deu retorno.
Linha do tempo
A vida jurídica de Marçal no TRE-SP já vinha acumulando derrotas. No começo do mês, em 5 de agosto, a Corte rejeitou por 7x0 os embargos de declaração da defesa. O caso vem se arrastando desde dezembro de 2025, quando o tribunal já tinha livrado o empresário das acusações de gastos ilícitos e abuso econômico, mas cravou a pena pelo uso indevido dos meios de comunicação.
Na ocasião, o relator do caso, Cláudio Langroiva Pereira, deixou claro que a tática de incentivo financeiro nas redes "foi desenvolvida para permitir a mobilização de massa, sem possibilitar qualquer tipo de controle", o que é totalmente proibido pela legislação eleitoral.