Um ano sem Thaís
Tragédia que chocou a região completa 1 ano e caso Thaís entra na reta final para ir a júri
Neste domingo (26), a tragédia completa 12 meses e a Justiça fechou a instrução do processo; agora é a hora das alegações finais.
Araçatuba - Neste domingo (26), faz exatamente um ano da morte de Thaís Bonatti de Andrade, de 30 anos, atropelada de bike a caminho do trabalho em um caso que chocou Araçatuba e repercutiu no Estado todo. E a data cai bem num momento crucial do processo criminal: o Judiciário encerrou a fase de instrução e abriu o prazo para que as partes apresentem suas alegações finais.
Assim que essa etapa for concluída, vai estar na mão do juiz decidir se o juiz de Direito aposentado que dirigia a caminhonete e a passageira do veículo vão sentar no banco dos réus perante o Tribunal do Júri.
Thaís foi atingida em cheio pela caminhonete enquanto pedalava para o serviço. Ela teve ferimentos gravíssimos e acabou não resistindo, morrendo dois dias depois no hospital.
Na época, o motorista foi preso em flagrante com suspeita de dirigir embriagado, mas pagou fiança e saiu pela porta da frente no dia seguinte. Desde então, ele responde ao processo em liberdade, só tendo que cumprir algumas medidas cautelares.
Reta final e dolo eventual
Com o fim da instrução, o Ministério Público, a assistência de acusação e os advogados de defesa vão entregar as alegações finais. Depois de ler o que todo mundo escreveu, o magistrado vai bater o martelo para decidir se há elementos suficientes para pronunciar os acusados e mandá-los para o júri.
Tanto o juiz aposentado quanto a passageira respondem por homicídio qualificado com dolo eventual — a tese é que eles assumiram o risco de matar a ciclista. Os dois réus, no entanto, negam tudo.
O que disseram as testemunhas
Nas audiências de instrução, as testemunhas ouvidas reafirmaram a versão do Ministério Público e contaram que o motorista estava visivelmente "chapa quente", apresentando sinais de embriaguez logo após o atropelamento. Além disso, houve quem depôs dizendo que a passageira estava sentada no colo do condutor momentos antes da batida.
Já nos interrogatórios, a dupla negou o consumo de álcool e contestou essa história de colo.
E agora?
Com o fim da produção de provas, o caso entra na reta final antes da decisão mais esperada da cidade: saber se os acusados vão encarar os jurados ou não. A sentença sobre a pronúncia ainda não tem data exata para sair, mas a expectativa é enorme.