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Sisep convoca coletores para discutir mudanças e impactos no novo sistema de coleta de lixo em Birigui
Fim do sistema de “montinho” e entrada da coleta porta a porta a partir de domingo (16) preocupam trabalhadores sobre rotina e capacidade operacional.
Birigui - O Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Birigui e Região (Sisep) chamou a categoria dos coletores de lixo para um alinhamento importante nesta segunda-feira (10), às 14h. O objetivo da reunião é colocar na mesa as mudanças previstas para o serviço de coleta de resíduos domésticos, que começam a valer a partir do próximo domingo (16).
Com o novo modelo anunciado pela Prefeitura de Birigui, a apreensão tomou conta dos trabalhadores. O pessoal quer entender como vai ficar a rotina das equipes e o impacto direto no atendimento à população. Entre os pontos que mais tiram o sono dos coletores e servidores da área estão a quantidade de veículos disponíveis, o número de servidores para dar conta do recado e a extensão dos trajetos a serem cumpridos.
Hoje, a cidade opera no famoso sistema de “montinho”, onde os trabalhadores passam antes, juntam os sacos de lixo em determinados pontos das ruas e, depois, o caminhão vem fazendo o recolhimento. A partir do dia 16, a regra muda: entra em cena a coleta porta a porta, direta na frente dos imóveis. Isso vai exigir que os moradores mudem de hábito e coloquem os resíduos na calçada só no dia e horário certinhos da passagem.
Sindicato quer respostas e Prefeitura promete melhorias
Procurado pela reportagem, o Sisep bateu na tecla sobre a importância do encontro para tirar dúvidas antes de o novo sistema rodar. A grande preocupação é se haverá capacidade operacional para encarar os novos percursos, já que no modelo porta a porta o coletor precisa acompanhar o caminhão e retirar o lixo casa por casa, o que muda totalmente a dinâmica do serviço.
Por outro lado, a Prefeitura de Birigui defende que a mudança vem para dar mais eficiência e manter as ruas limpas. A ideia da administração é acabar com o lixo exposto por muito tempo, evitando sacos rasgados por animais, sujeira espalhada pelo vento e descarte irregular nas vias públicas.
Agora, resta saber como as equipes vão se estruturar para garantir que o serviço funcione na prática a partir de 16 de agosto, sem sobrecarregar os trabalhadores.