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Satélites e inteligência artificial vão monitorar avanço de algas nas praias da região
Novo sistema da Cetesb usará imagens de satélite e inteligência artificial para identificar focos de algas nas águas do Rio Tietê e alertar moradores e turistas sobre possíveis riscos ambientais
Araçatuba - Quem costuma frequentar as praias de água doce da região noroeste paulista terá uma ajuda extra para saber como está a qualidade da água antes de aproveitar o lazer. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) anunciou a implantação de um novo sistema que usa imagens de satélite e inteligência artificial para identificar focos de proliferação de algas nos reservatórios do Rio Tietê.
A tecnologia faz parte das ações do Programa IntegraTietê e começará a funcionar em oito praias públicas localizadas nos reservatórios de Barra Bonita, Ibitinga e Promissão. Na região, o monitoramento vai abranger praias dos municípios de Mendonça, Sales, Ubarana e Sabino, além de outras áreas de lazer às margens do rio.
As informações serão atualizadas semanalmente e ficarão disponíveis em uma plataforma aberta ao público. O objetivo é detectar rapidamente a formação da chamada “nata verde”, fenômeno provocado pelo crescimento excessivo de algas e cianobactérias, que pode prejudicar a qualidade da água e causar impactos ao meio ambiente.
A iniciativa ganha destaque após os problemas registrados em maio deste ano na região noroeste paulista. Entre Glicério e Penápolis, moradores relataram o surgimento de grandes manchas e tapetes verdes nos afluentes do Rio Tietê. A situação afetou a vida aquática e gerou preocupação entre pescadores, comerciantes e moradores que dependem do rio para o trabalho, turismo e lazer.
Segundo a Cetesb, o novo sistema vai complementar o monitoramento já realizado pelas equipes em campo, ampliando a capacidade de fiscalização dos reservatórios. O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e utiliza imagens captadas pelos satélites Sentinel-2 e Sentinel-3, analisadas por modelos de inteligência artificial.
A expectativa é que a tecnologia permita identificar alterações ambientais com mais rapidez, ajudando os municípios na gestão das praias e oferecendo mais segurança para moradores, turistas, pescadores e frequentadores das áreas de lazer da região.