Região
Polícia Civil dá batida em escritório no Centro e investiga fraude com falsos financiamentos de imóveis
Golpistas usavam o Facebook para atrair as vítimas com falsas promessas
Araçatuba - A Polícia Civil deu um sacode em um esquema que pode ter arrancado muito dinheiro de gente que sonhava em sair do aluguel! Policiais civis apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos e anotações de natureza contábil, durante cumprimento a um mandado de busca expedido pela Justiça. O alvo do enquadro foi um escritório montado em um edifício comercial na região central da cidade, na manhã desta quinta-feira (1º).
Segundo o que foi apurado, as apreensões estão relacionadas a investigação de possível fraude envolvendo a oferta de imóveis anunciados em rede social. O golpe era muito bem bolado e trazia a promessa de aquisição mediante entrada e posterior financiamento facilitado.
O baita trabalho é do Setor de Crimes Virtuais da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Araçatuba, conduzido pelo delegado Leandro Teófilo. A equipe especializada identificou que por meio dessas publicações as possíveis vítimas eram direcionadas para esse escritório, que funcionaria como uma corretora imobiliária de fachada.
A conta do prejuízo: Entrada de R$ 23 mil e banco fantasma
O teatro dos golpistas funcionava a todo vapor dentro do prédio comercial. Ao procurarem os estabelecimentos, as vítimas eram informadas das condições para aquisição do imóvel, que incluiriam o pagamento de R$ 23.000,00 a título de corretagem e suposto financiamento de R$ 253.000,00.
Para dar um ar de verdade e fazer a pessoa assinar o contrato sem desconfiar, os criminosos faziam uma encenação digital. Ainda de acordo com o que foi divulgado, durante a negociação, o interessado era comunicado que o financiamento havia sido aprovado e recebia um “token” para dar prosseguimento à contratação.
A casa caiu quando o povo tentava usar o código na vida real. Entretanto, posteriormente era constatado que esse “token” não teria qualquer vínculo com a instituição bancária indicada pelos envolvidos, como sendo a destinatária dos recursos. Ou seja: a entrada de R$ 23 mil sumia e o financiamento bancário nunca existiu!
Investigação foi atrás das pistas no Facebook
A polícia começou a puxar o fio da meada rastreando a internet. Após tomar conhecimento dos fatos, a equipe de investigação identificou o perfil utilizado no Facebook para fazer as publicações que eram utilizadas para atrair os clientes. Com o avanço das diligências, o delegado representou pelo mandado de busca, que foi expedido e cumprido durante a manhã.
A colheita de provas na corretora de fachada foi farta. Segundo a polícia, além dos celulares, dispositivos eletrônicos e anotações contábeis, foram recolhidos boletos bancários, outros materiais que estariam relacionados à atividade investigada e listas com dados de possíveis clientes
que estavam na mira do bando.
Agora, a chapa vai esquentar para os responsáveis pelo escritório. Todo material será submetido à análise e a polícia dará sequência às investigações, com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar outras eventuais vítimas e envolvidos e delimitar as respectivas responsabilidades de cada um no golpe.