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PF envia parecer à PGR sobre empresária ligada a filme de Bolsonaro
Relatório da PF sobre empresária ligada a filme de Bolsonaro é enviado à PGR
Brasil - A Polícia Federal encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer favorável à análise de uma denúncia que pede a abertura de investigação sobre a empresária Karina Gama. A informação veio à tona após parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentarem uma representação baseada em auditorias e documentos que apontam supostas irregularidades na gestão de recursos públicos. Karina Gama é proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido protocolado pelos parlamentares foi fundamentado em informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil. O material reúne apontamentos relacionados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida pela empresária.
De acordo com a representação, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) teriam identificado indícios de irregularidades em contratos financiados com recursos do Sistema S. Entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-Sesi) destinou aproximadamente R$ 11 milhões ao instituto para a realização da chamada Feira da Cidadania em diferentes estados do país.
Os relatórios mencionados na denúncia apontam suspeitas de superfaturamento, possíveis inconsistências fiscais e repasses para empresas que fariam parte de um mesmo grupo operacional sediado no Distrito Federal. Segundo os documentos, os valores sob questionamento do filme sobre Bolsonaro podem alcançar cerca de R$ 2,4 milhões.
Auditorias apontam supostas inconsistências
Entre os casos citados está o projeto “Fórmula Truck Kids”, realizado no Distrito Federal. Conforme os registros apresentados pelos auditores, o evento recebeu R$ 350 mil, porém apenas uma parte desse montante teria sido efetivamente aplicada na execução da iniciativa.
As auditorias também teriam identificado divergências em eventos promovidos em outros estados. No Rio Grande do Norte, por exemplo, apontaram diferenças entre os serviços contratados e os efetivamente utilizados. Já no Tocantins, os documentos mencionam despesas não comprovadas documentalmente.
Outro ponto destacado nos relatórios diz respeito à estrutura operacional do Instituto Conhecer Brasil. Segundo os auditores, a entidade não possuía quadro funcional, frota ou capital social compatíveis com os contratos firmados. Por isso, levantou questionamentos sobre a execução dos projetos.
Os deputados federais Pedro Uczai (PT-SC) e Erika Kokay (PT-DF), além do vereador paulistano Nabil Bonduki (PT-SP) assinaram o termo, de fato.
Com o envio do parecer pela Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República passa a analisar os elementos apresentados. A partir dessa avaliação, o órgão decidirá se solicitará ou não a abertura formal de inquérito para aprofundar a apuração dos fatos.
Até o momento, não houve manifestação pública de Karina Gama sobre o parecer encaminhado à PGR.