Araçatuba
Pediatra é barrado na entrada da Santa Casa e caso gera preocupação entre mães de crianças internadas
Médico responsável pela Pediatria acionou a Polícia Militar após ser impedido de entrar no hospital; mães de crianças internadas demonstram preocupação com o atendimento
Araçatuba - Uma situação ocorrida nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (24) causou revolta e preocupação entre familiares de crianças internadas na Santa Casa de Araçatuba. Mães que acompanham os filhos na unidade procuraram a reportagem para denunciar que o médico pediatra Anderson Azevedo Dutra, responsável pelo atendimento na Pediatria, foi impedido de entrar no hospital.
Segundo informações apuradas, o médico chegou normalmente para assumir o plantão, mas acabou sendo barrado ainda na portaria da instituição. Vídeos gravados no local mostram o momento em que ele é informado de que não poderia acessar as dependências da Santa Casa.
Diante da situação, Anderson acionou a Polícia Militar para registrar a ocorrência e tentar entender os motivos que levaram ao impedimento.
O caso passou a ser acompanhado pelas autoridades. De acordo com o profissional, até o momento ele não recebeu nenhuma justificativa oficial da direção do hospital explicando a decisão.
A notícia se espalhou rapidamente pelos corredores da unidade e gerou apreensão entre os familiares dos pacientes. Mães ouvidas pela reportagem disseram estar assustadas com o ocorrido e temem que a situação possa afetar o atendimento das crianças que permanecem internadas.
A reportagem entrou em contato com a direção da Santa Casa de Araçatuba para saber quais foram os motivos da medida e se a decisão partiu da administração da unidade. Até o fechamento desta matéria, o hospital ainda não havia se manifestado oficialmente.
Informações preliminares obtidas pela reportagem apontam que uma das hipóteses para o episódio seria uma suposta denúncia feita pelo médico envolvendo um integrante da diretoria da Santa Casa. No entanto, essa informação ainda não foi confirmada oficialmente e, até o momento, não existe posicionamento da instituição sobre uma possível relação entre os fatos.