Birigui
Pastor é condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por tentativa de homicídio
Crime ocorreu em fevereiro de 2022 em via pública; réu tentou desclassificar o caso para lesão corporal, mas jurados mantiveram a condenação por motivo fútil.
Birigui - O Tribunal do Júri da Comarca de Birigui bateu o martelo na última quinta-feira (6): Luciano Rodrigo Prates de Andrade foi condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentar matar Aparecido Mendes de Souza, de 43 anos. O crime, que envolveu disparos de arma de fogo em via pública, aconteceu em fevereiro de 2022.
Na sessão presidida pelo juiz Juliano Santos de Lima, da 1ª Vara Criminal, o Conselho de Sentença reconheceu que Luciano foi mesmo o autor dos disparos, agiu com intenção de matar e cometeu o crime por motivo fútil. A única tese da acusação que acabou caindo foi a qualificadora de perigo comum.
A acusação foi comandada pelo promotor Rodrigo Mazzilli Marcondes, do Ministério Público, que pediu a condenação por tentativa de homicídio qualificado. Já a defesa, sob o comando da advogada Keilla Dias Takahashi, tentou aliviar a barra do réu alegando que não houve intenção de matar, buscando a desclassificação para lesão corporal. No entanto, após os debates, os jurados rejeitaram as teses defensivas e mantiveram a responsabilidade do acusado.
Dois disparos no meio da rua
Segundo a decisão, Luciano estava armado com uma pistola municiada com três cartuchos e efetuou dois disparos contra a vítima. Um dos tiros atingiu o pé de Aparecido, que caiu na hora.
O magistrado destacou que, mesmo com a vítima caída e ainda tendo um cartucho disponível na arma, o acusado só não deu mais um tiro em região potencialmente letal porque foi contido por uma terceira pessoa.
Por causa da agressão, Aparecido sofreu lesão grave, ficou afastado das atividades por mais de 30 dias e acabou com debilidade permanente na marcha. Ele precisou passar por uma cirurgia de artrodese e teve a capacidade de locomoção e de trabalho seriamente comprometida.
Na hora de calcular a pena-base, o juiz considerou também os maus antecedentes do réu, que já soma condenações anteriores por tráfico de drogas e crime de trânsito.
Confissão e prisão mantida
No plenário, Luciano confessou ter atirado. Essa confissão funcionou como circunstância atenuante e ajudou a diminuir o tempo de cadeia. Além disso, como o crime ficou na forma tentada, a pena caiu pela metade, fechando em 6 anos e 8 meses.
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do pastor. Na sentença, o juiz lembrou a gravidade da conduta, a fuga logo após o ataque, o desaparecimento da arma e o fato de o réu ter permanecido foragido por mais de um ano antes de ser finalmente preso.