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"Nunca disse isso": Jorge quebra o silêncio após ter shows cancelados no Nordeste
Sertanejo publica nota nas redes sociais desmentindo boatos sobre o povo nordestino e prega respeito após apresentações de Réveillon em Recife e Fortaleza serem cortadas.
Depois do balaco-baco que tomou conta da internet nos últimos dias, o cantor Jorge, parceiro de palco de Mateus, resolveu colocar os panos limpos. O sertanejo se pronunciou publicamente nesta quarta-feira (4/11) após a dupla ter dois shows de Réveillon cancelados no Nordeste — em Recife e Fortaleza —, em meio a um boicote de parte do público nas redes sociais devido a divergências de posicionamento político.
Em nota divulgada na internet, o artista desmentiu categoricamente boatos de que teria feito declarações preconceituosas contra a região.
"Diante de algumas informações que circularam nas redes sociais nos últimos dias, considero importante esclarecer que as falas que estão sendo atribuídas a mim, especialmente em relação ao Nordeste e ao povo nordestino, não são verdadeiras. Nunca fiz essas declarações e jamais me referiria dessa forma a uma região pela qual tenho tanto carinho, admiração e respeito", rebateu o cantor.
Jorge fez questão de reforçar a admiração pela cultura local e disse ter "uma gratidão imensa pelo povo nordestino, por sua cultura, sua história e por tudo que essa região representa para a música brasileira e para a minha própria caminhada".
Pra fechar a nota, o sertanejo pregou a paz e a empatia para selar a paz com o público: "Respeito as diferentes opiniões e acredito que, acima de qualquer divergência, devem prevalecer o diálogo, a empatia e o respeito. Independentemente de qualquer diferença, meu desejo é que o nosso país esteja bem".
Entenda o rolo
A polêmica estourou após o público das redes sociais promover um verdadeiro boicote às apresentações da dupla programadas para o fim de ano. O desgaste começou depois que o cantor Jorge participou de um mutirão de artistas sertanejos em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. Como os gestores das capitais nordestinas declararam apoio à reeleição de Lula (PT), o clima pesou e as prefeituras optaram por cancelar os shows da grade festiva.