Esportes
Neymar pai ajudou a fechar patrocínio com o Santos, que tem receita mínima garantida
Acordo com a CRMBonus pode render cerca de R$ 50 milhões ao clube até o fim de 2027
Santos - A participação de Neymar pai foi importante para acelerar o acordo de patrocínio entre o Santos e a CRMBonus, empresa responsável pelo programa Torcedor Premiado. Em entrevista à Gazeta Esportiva, Arthur Blaj, vice-presidente de Growth & Strategy da companhia, revelou detalhes da negociação e confirmou que o contrato garante uma receita mínima ao clube, embora o valor não tenha sido divulgado.
O acordo é válido até o fim de 2027 e prevê a exposição da marca no calção do uniforme santista. O potencial de arrecadação pode chegar a aproximadamente R$ 50 milhões, dependendo da quantidade de torcedores inscritos e da continuidade da parceria.
Como Neymar pai participou do acordo?
Segundo Blaj, a negociação avançou por meio da NR Sports, empresa da família Neymar que já mantinha uma relação comercial com a CRMBonus.
O fundador e CEO da companhia, Alexandre Zolko, entrou em contato com Neymar pai para apresentar a proposta. A ideia agradou ao empresário, que ajudou a aproximar as partes e viabilizar o contrato envolvendo a empresa, o Santos e a NR Sports.
De acordo com o executivo, o fato de a NR Sports já ter direitos comerciais relacionados ao uniforme do clube também contribuiu para acelerar o processo.
Neymar também participou da divulgação do Torcedor Premiado em uma ação publicitária. Apesar disso, Blaj afirmou que uma eventual saída do atacante ou da NR Sports do Santos não afetaria o contrato com a CRMBonus.
Santos tem receita mínima garantida
Um dos principais pontos do acordo é a garantia de uma receita mínima para o Santos. Blaj confirmou a existência dessa cláusula, mas explicou que o valor é confidencial.
Além dessa garantia, o clube recebe uma porcentagem fixa das mensalidades pagas pelos assinantes. O percentual não foi revelado. Quanto maior for o número de torcedores ativos no programa, maior será o valor repassado ao Peixe.
A empresa também afirmou que os resultados iniciais ficaram acima do esperado. Questionado sobre a adesão desde o lançamento, Blaj disse que o número de participantes superou as projeções tanto da companhia quanto do clube.
Apesar do resultado positivo, a CRMBonus não divulgou a quantidade de assinantes. O executivo lembrou ainda que os usuários podem cancelar a assinatura a qualquer momento.
Como o acordo pode chegar a R$ 50 milhões?
A estimativa de R$ 50 milhões depende do crescimento do programa e da manutenção de uma grande base de torcedores pagando mensalmente pelo serviço.
Segundo Blaj, a expectativa é conquistar centenas de milhares de assinantes ativos do Santos. Com esse volume de participantes ao longo do tempo, a parceria poderá atingir o valor divulgado no anúncio do patrocínio.
Por enquanto, a empresa não pretende ampliar sua presença no uniforme. A estratégia é manter o espaço comercial atual e permitir que o Santos continue negociando outras áreas da camisa e do uniforme com diferentes patrocinadores.
Como funciona o Torcedor Premiado?
O programa custa R$ 15 por mês, mas oferece o primeiro mês por R$ 1,99, conforme as condições divulgadas.
Quem assina recebe créditos chamados ValeBônus, que podem ser usados para obter descontos em marcas parceiras ou participar de sorteios.
O funcionamento também está ligado ao desempenho do Santos em competições contempladas pelo programa: cada gol marcado pelo time acrescenta 100 ValeBônus ao saldo do participante. Além disso, há uma garantia mínima de 500 créditos por ciclo mensal.
O serviço funciona de forma independente do Sócio Rei, programa oficial de sócios do clube. A proposta é criar uma nova fonte de arrecadação e oferecer benefícios aos torcedores, sem depender exclusivamente da venda de ingressos ou da presença nos estádios.
Flamengo e Corinthians também fecharam parceria
O Flamengo foi o primeiro clube a firmar parceria com o Torcedor Premiado. Depois do Santos, a CRMBonus anunciou um acordo com o Corinthians na segunda-feira (19), com potencial de gerar R$ 100 milhões ao clube paulista.
A empresa também mantém conversas com outras equipes e pretende expandir o modelo para diferentes divisões do futebol brasileiro.
Blaj afirmou que gostaria de fechar contratos com até 60 clubes das Séries A, B e C até o fim do próximo ano. Para ele, o formato pode beneficiar não apenas equipes com grandes torcidas, mas também clubes menores que tenham torcedores engajados.
Apesar dos planos de expansão, o executivo destacou que o futebol ainda não representa a principal fonte de receita da CRMBonus.