Polícia
Na mira da Polícia: servidoras estaduais de Araçatuba são alvos de operação contra vazamento de dados
Ação apura suspeita de violação de sigilo funcional na Secretaria da Fazenda; computadores, celulares e documentos foram apreendidos.
Araçatuba - Duas servidoras da Secretaria de Estado da Fazenda, moradoras de Araçatuba, entraram na mira da polícia e foram alvos de mandado de busca durante a “Operação Janus”, deflagrada nesta terça-feira (7).
A bronca é séria: segundo a CGE (Controladoria Geral do Estado), a investigação, que segue em andamento, apura um possível acesso indevido a dados da Administração Pública. A operação também rolou na capital Paulista, em São Caetano do Sul e Jundiaí. A suspeita que pesa sobre a dupla é do crime de violação de sigilo funcional, apurado em inquérito policial.
Aqui na região, policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) deram apoio aos servidores públicos da CGE. As ordens vieram direto do Juiz das Garantias da 1ª RAJ (Região Administrativa Judiciária) da Capital.
Buscas na Secretaria e nas Casas
Os agentes baixaram primeiro na sede da Secretaria da Fazenda do Estado, na rua São Paulo, onde recolheram dois notebooks e dois cadernos com anotações das investigadas, que já não estavam mais exercendo as funções no local.
Depois, o bicho pegou nas residências:
No bairro Amizade: As equipes foram acompanhadas pela corregedora e coordenadora da CGE e pelo corregedor da CGE da unidade de Marília. A polícia tocou a campainha várias vezes e o marido da investigada atendeu, mas não quis abrir o portão. Para evitar a destruição de possíveis provas, a polícia teve que fazer o arrombamento. Lá dentro, apreenderam mais dois notebooks, três celulares (sendo um iPhone) e uma maleta com diversos documentos. A mulher passou a senha do iPhone, mas não compareceu na delegacia para prestar declarações até o encerramento do registro.
No condomínio na avenida Saudade: A outra servidora investigada facilitou as coisas. Autorizou a entrada das equipes, entregou um notebook, um celular e documentos, e ainda passou as senhas de tudo. Convidada a comparecer na delegacia para prestar declarações, ela topou ir junto com os policiais e os servidores da Controladoria Geral do Estado. Após ser ouvida, ela foi liberada.