Birigui
Motorista de 62 anos enche a cara, destrói poste com Veraneio e foi parar na delegacia
Patrulha Rural da GCM flagrou o condutor travado no bafômetro; com CNH suspensa e documento atrasado, ele pagou fiança de um salário mínimo para não mofar na cadeia.
Birigui - A noite de segunda-feira (7) foi de trapalhada e prejuízo na Estrada da Chácara do Banespa, na área rural de Birigui. Um homem de 62 anos acabou preso em flagrante por embriaguez ao volante por volta das 20h15, depois de perder o controle e meter uma caminhonete Chevrolet Veraneio com tudo contra um poste em uma estrada de terra.
A Patrulha Rural da Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada após denúncias de que o veículo, além de derrubar a estrutura, ainda detonou parte do alambrado de uma propriedade rural e ficou atravessado na pista, gerando um perigo danado para quem passava por ali.
Quando os guardas chegaram ao local, deram de cara com o cidadão ainda sentado dentro da Veraneio. O homem estava visivelmente "alegre": exalava um forte odor etílico, não falava coisa com coisa e não sabia nem onde estava. Sem conseguir disfarçar, ele confessou para a equipe que tinha tomado umas e outras.
Sopro fatal e CNH pendurada
Para tirar a prova dos 9, os agentes acionaram o inspetor operacional para fazer o teste do etilômetro. O motorista aceitou assoprar o bafômetro de boa, mas o aparelho escancarou a farra: 1,26 mg/l de álcool por litro de ar alveolar, valor que estoura o limite e caracteriza crime de trânsito na hora (artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro).
E a capivara do homem não parava por aí! Na checagem dos documentos, a GCM descobriu que o motorista já estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e, para completar a lambança, o licenciamento do veículo estava atrasado.
O 'pau d'água' foi levado direto para o Plantão da Polícia Civil, onde o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante. Como o prejuízo já estava feito, a perícia foi dispensada e foi arbitrada uma fiança de um salário mínimo. O valor foi pago na hora e o condutor acabou liberado para responder ao processo em liberdade.
A Veraneio, coitada, acabou ficando no local sob a responsabilidade de uma familiar do motorista, já que não havia meios disponíveis para o guincho recolher o trambolho.