Região
Mãe grava rotina da filha e denuncia supostos maus-tratos e tortura em escola
Gravações feitas pela mãe teriam registrado supostos maus-tratos e violência psicológica contra criança de 4 anos
Região - Uma mãe procurou a Polícia Civil de Turiúba para denunciar um suposto caso de maus-tratos, tortura e violência psicológica contra sua filha de apenas 4 anos em uma escola municipal. O caso foi registrado em boletim de ocorrência no dia 29 de maio e será investigado pelas autoridades.
Segundo a denúncia, a criança, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), passou a apresentar mudanças preocupantes de comportamento, como medo de ir à escola, crises de choro, agressividade defensiva e sinais de sofrimento emocional.
A mãe relatou que começou a desconfiar da situação após ouvir da própria filha que uma professora teria apertado sua mão com força. Ao procurar a direção da unidade para buscar esclarecimentos, foi informada de que as câmeras de monitoramento não estariam funcionando.
Diante da suspeita, a mulher decidiu colocar um gravador na mochila da criança. Segundo o boletim de ocorrência, os áudios captados teriam registrado conversas consideradas graves dentro da unidade escolar.
Entre os trechos apontados na denúncia, haveria uma suposta orientação para que funcionários apertassem o braço da criança sem deixar marcas aparentes. Em outra gravação, uma professora teria admitido ter apertado os braços da aluna e pedido que outra funcionária a afastasse para que ela não “perdesse o réu primário”.
O boletim também cita supostas falas depreciativas e discriminatórias direcionadas à criança, além de conversas com uso de palavrões e ofensas contra mães de alunos.
Ainda conforme a mãe, a filha passou a sofrer episódios de terror noturno, crises de choro durante o sono e regressão no tratamento terapêutico. Ela afirma que os sintomas diminuíam nos períodos em que a criança ficava afastada da escola.
A ocorrência foi registrada como tortura e encaminhada para análise da autoridade policial. A Polícia Civil irá apurar o conteúdo das denúncias e adotar as medidas cabíveis. Até a conclusão das investigações, as acusações são tratadas como relatos constantes no boletim de ocorrência.
A Prefeitura Municipal se posicionou através de nota:
“Prefeitura Municipal de Turiuba, por intermédio da Secretaria Municipal
de Educação, preza pela segurança e bem estar de todos seus alunos e
servidores. No entanto devido aos fatos narrados de divulgação de
vídeos, gravações e suposta agressão física a aluna menor da rede
municipal de educação, no qual ganhou proporção inclusive em redes
sociais, que somente na data de 01 de junho de 2026, a Administração
Pública tomou conhecimento dos fatos, por intermédio da Notícia Fato que
tramita junto a Promotoria de Justiça da Comarca de Buritama sob o nº
0219.0000056/2026, no qual foi concedido o prazo de 10 dias para
manifestação do Poder Público, com encerramento em 11 de junho de 2026.
No entanto a Municipalidade afastou as funcionárias supostamente
envolvidas e dará abertura a processo de Sindicância Administrativa,
para apuração dos fatos sempre zelando pelos princípios norteadores da
Administração Pública”.