Birigui
Mãe de bebê de 3 meses denuncia possível erro médico e diz ter perdido ovário após cesariana
Moradora de Birigui relata hemorragia, infecção e novas cirurgias após o parto; Prefeitura informa que o caso está sob apuração
Birigui - A dona de casa Paola Aparecida Rodrigues, de 24 anos, afirma ter vivido um verdadeiro drama após o nascimento da filha Isadora, realizado por cesariana na Santa Casa de Birigui. Segundo ela, complicações ocorridas após o parto resultaram na retirada do ovário direito e motivaram uma ação judicial para apurar o caso.
A bebê nasceu no início deste ano, com 37 semanas de gestação e pesando 2,9 quilos. De acordo com Paola, a cesariana foi indicada após exames apontarem um possível quadro de macrossomia fetal, condição em que o bebê apresenta peso acima do normal para a idade gestacional.
Segundo a mãe, logo após o parto começaram os problemas. Ela relata que passou a sentir fortes dores na região abdominal e percebeu o surgimento de hematomas na barriga. O quadro teria evoluído para uma hemorragia, exigindo uma nova intervenção cirúrgica.
Mesmo após receber alta, Paola precisou retornar ao hospital e passou por outra cirurgia de emergência. Conforme seu relato, os médicos identificaram uma infecção, o que prolongou sua internação por várias semanas.
A paciente afirma que só teve acesso a detalhes dos procedimentos realizados após ingressar na Justiça e conseguir obter o prontuário médico por meio de seu advogado.
Segundo ela, os documentos indicariam que o ovário direito foi retirado durante os procedimentos e que também teria ocorrido um problema no fechamento do útero.
Atualmente, Paola segue em tratamento, realiza sessões de fisioterapia e afirma que ainda enfrenta dificuldades causadas pelas complicações sofridas após o parto.
Caso está sendo apurado
Em nota, a Prefeitura de Birigui informou que o caso já está sendo analisado por meio de um procedimento instaurado na Comissão de Ética da Santa Casa.
Segundo a administração municipal, estão sendo avaliados prontuários médicos, relatórios assistenciais, documentos clínicos e esclarecimentos prestados pelos profissionais envolvidos, para que seja feita uma análise técnica e imparcial dos fatos.
A Prefeitura destacou que, devido à investigação em andamento, ao sigilo médico e à proteção dos dados da paciente, não é possível antecipar conclusões sobre as causas das complicações relatadas ou sobre eventual falha no atendimento prestado.
O município informou ainda que acompanha o andamento da apuração e que adotará as medidas cabíveis após a conclusão do processo.
A Secretaria Municipal de Saúde acrescentou que, desde a alta hospitalar, Paola vem sendo acompanhada por uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), que continua oferecendo atendimento e orientações à paciente.