CONDENADOS!
Justiça condena dono de empresa em Birigui e mais 5 por esquema de furto e 'clonagem' de caminhonetes
Líder do esquema pega quase 20 anos de cadeia e dono de empresa de placas em Birigui também é punido.
Birigui - A casa caiu de vez para uma quadrilha especializada em furtos e adulterações de caminhonetes (com preferência pelas da marca Nissan) que tocava o terror nas regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto. A Justiça de Votuporanga meteu a caneta e condenou seis réus denunciados no esquema desmantelado na “Operação O Clone”.
Apontado como o líder do grupo, Rhudy Reatto tomou a maior fatiada: 19 anos e 11 meses de prisão.
Empresário de Birigui levou a pior
Entre os condenados está Airton Momesso, permissionário do Detran e dono da empresa "Placa Mais", em Birigui. Ele pegou 4 anos no regime aberto (pena substituída por multa de 5 salários mínimos).
Na Justiça, o empresário jurou de pé junto que não fazia parte de organização criminosa e que não fazia placa falsa de propósito para ladrão. Mas a Polícia Civil pegou a fita: a empresa dele produzia placas sem autorização ou sem QR Code para esquentar os veículos furtados. Para piorar, foram achados comprovantes de Pix de Rhudy para Airton logo após os crimes.
Como funcionava o 'esquema inteligente'
A investigação da 1ª DIG/Deic revelou um passo a passo afiado:
A invasão: Os executores usavam dispositivos eletrônicos que destravavam e ligavam as caminhonetes sem precisar de chave.
A 'clonagem': O grupo mantinha uma estrutura clandestina em Birigui para trocar placas, remarcar vidros e adulterar os sinais identificadores, transformando os carros em "dublês".
A grana: Rhudy confessou que levou uma Nissan Frontier furtada para Birigui e recebeu R$ 15 mil em dinheiro de um encomendador.
A lista dos condenados
Além do chefe e do dono da empresa de placas, a cadeia de receptação e apoio logístico teve outros nomes punidos:
Rhudy Reatto: 19 anos e 11 meses (líder, furtos, adulteração e corrupção).
Luiz Phillipe Santos Martins: Condenado por furto consumado, adulteração e organização criminosa.
Thiago Santos de Oliveira: Condenado por furto tentado e organização criminosa.
David do Nascimento Silva: Condenado por organização criminosa.
Andreza Mariana de Souza Reatto: Condenada por organização criminosa (esposa de Rhudy, cuidava da movimentação financeira).
Airton Momesso: Condenado por adulteração de sinal identificador.
Os réus masculinos não vão poder recorrer em liberdade e seguem atrás das grades!