Região
Justiça arquiva investigação contra professora acusada de maus-tratos em Birigui
Ministério Público apontou falta de provas sobre suposta tortura em creche municipal
Birigui - A Justiça determinou o arquivamento definitivo da investigação contra uma professora da rede municipal de ensino de Birigui. A educadora era suspeita de tortura e maus-tratos contra crianças em uma unidade de educação infantil, mas a decisão, tomada na quinta-feira (29), veio após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) comprovar que não havia provas para apresentar denúncia criminal.
A bronca começou após denúncias anônimas encaminhadas ao Disque 100 e ao Conselho Tutelar. Os relatos acusavam a servidora de aplicar castigos físicos e psicológicos nos alunos usando água fria e mangueira de chuveiro.
A Polícia Civil puxou o inquérito, ouviu servidores da escola, familiares e testemunhas, além de analisar laudos periciais e relatórios técnicos. Só que o feitiço virou contra a acusação:
Água na temperatura certa: A perícia técnica constatou que a água nos banheiros estava em temperatura ambiente, perto dos 22°C, e que a higienização fazia parte da rotina normal da creche pós-recreação.
Depoimentos furados: O MP concluiu que os depoimentos das testemunhas tinham várias divergências e não sustentavam a acusação.
Defesa solta o verbo
O advogado da educadora, Elber Carvalho de Souza, afirmou que desde o início já via a fragilidade das acusações, classificadas por ele como caluniosas. Segundo o defensor, a professora enfrentou um período de intenso sofrimento durante a investigação.
Com o arquivamento, a Justiça revogou todas as medidas cautelares — como o afastamento das funções e a proibição de contato. A Prefeitura de Birigui também já tinha encerrado a sindicância administrativa absolvendo a servidora por insuficiência de provas. O caso só pode ser reaberto se surgirem novas provas, como prevê a lei.