Polícia
Jovem de 22 anos denuncia injúria racial em Araçatuba
O crime revoltante aconteceu no bairro Jardim do Trevo na noite de sexta-feira (9)
Araçatuba - O preconceito e a discriminação de cunho racial mostraram sua face mais feia no meio da rua, revoltando moradores da nossa região por causa de ofensas criminosas disparadas contra uma cidadã no meio do passeio público! Uma jovem de 22 anos registrou um boletim de ocorrência por injúria racial após ser alvo de ofensas no bairro Jardim do Trevo, em Araçatuba (SP). A denúncia foi oficializada no balcão da lei e aponta que o caso teria ocorrido na noite de sexta-feira (9), por volta das 23h15.
O passeio da noite virou um verdadeiro pesadelo moral. De acordo com o relato apresentado à Polícia Civil, a vítima caminhava a pé com uma vizinha em direção a um trailer para comprar um refrigerante. Durante o trajeto de volta para casa, o clima azedou de vez: ela teria sido ofendida por dois moradores das proximidades, uma jovem de 18 anos e um adolescente de 14 anos.
Ofensas na calçada e bate-boca generalizado
O ataque verbal foi de uma baixeza extrema e sem qualquer tipo de filtro. Conforme o depoimento, a jovem teria gritado a palavra “macaca” em direção à vítima, enquanto o adolescente teria feito gestos para ridicularizá-la em plena via pública.
Sentindo o soco no estômago pela humilhação, as mulheres não engoliram o preconceito a seco e exigiram explicações na hora. Ao serem questionados pela vítima e pela vizinha, que presenciou a situação e foi indicada como testemunha, os dois teriam negado as acusações, tentando dar um migué de inocentes. Em seguida, houve uma discussão, e a jovem de 22 anos afirmou que procuraria a Polícia Civil para formalizar a denúncia e colocar os agressores no banco dos réus.
Caso no Promotor da Infância e Juventude
A queixa foi batida no papel e agora a bronca vai correr pelos tribunais da comarca. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba e, devido ao envolvimento de um adolescente, foi comunicada ao Promotor da Vara da Infância e Juventude, com encaminhamento à unidade policial competente para a continuidade das investigações criminais. Racismo e injúria são crimes graves e não vão passar em branco no balcão da Justiça!