DOR E REVOLTA!
Jovem baleada na cabeça em praça de Araçatuba morre após três meses internada
Natália Cristina da Cruz Miranda, de 21 anos, não resistiu aos ferimentos de ataque ocorrido em maio; pai questiona procedimentos médicos e Polícia Civil requisita exame ao IML.
Araçatuba - A jovem Natália Cristina da Cruz Miranda, de 21 anos, morreu nesta terça-feira (1º) após permanecer mais de três meses internada na Santa Casa de Araçatuba. Ela havia sido baleada na cabeça durante um ataque a tiros ocorrido em maio, na praça Allan Kardec, no bairro São Sebastião.
Natália estava trabalhando em um estabelecimento no local quando foi atingida. Na ocasião, Wilson Barbosa Modaneis, de 30 anos, morreu e uma terceira pessoa ficou ferida. Segundo as investigações, Wilson seria o alvo principal dos atiradores.
Pai questiona atendimento e registra ocorrência
O pai da jovem, Alexandro Miranda, registrou um boletim de ocorrência contestando os procedimentos adotados durante a internação da filha. Ele relatou que Natália chegou a sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conversava, comia e apresentava melhora, mas o quadro se agravou após o diagnóstico de meningite e novas cirurgias.
Alexandro aponta problemas no funcionamento de um dreno instalado na cabeça do jovem e associa a piora definitiva a uma das últimas intervenções cirúrgicas.
Diante das alegações da família, a Polícia Civil requisitou exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML) para apurar a causa exata e as circunstâncias da morte. Não há, até o momento, conclusão pericial que confirme irregularidades nos procedimentos médicos.
Santa Casa afirma que tratamento foi adequado
Em nota, a Santa Casa de Araçatuba lamentou a morte da jovem e rebateu as queixas da família. O hospital explicou que Natália deu entrada com uma lesão cerebral de extrema gravidade provocada por disparo de arma de fogo e que os danos se mostraram irreversíveis.
A instituição ressaltou que a paciente recebeu assistência qualificada de uma equipe multiprofissional e multidisciplinar, com acompanhamento de diferentes especialidades médicas, e que os profissionais permanecem convictos de que adotaram todas as medidas e tratamentos adequados ao quadro clínico.
Crime segue sem autoria definida
Enquanto a polícia aguarda o laudo do IML sobre o óbito, a Delegacia de Homicídios segue investigando o ataque ocorrido em maio. Até o momento, os autores dos disparos não foram identificados. Os investigadores analisam dados de celulares e ouvem testemunhas para tentar esclarecer o crime.