Incompetência
Incapacidade operacional da Prefeitura transforma Birigui em "lixão a céu aberto" e cobra ação urgente da prefeita
Coleta porta a porta em Birigui exige ação imediata da prefeita Samanta Borini
Birigui - A tentativa da Prefeitura em reestruturar os serviços de limpeza urbana não pode continuar servindo de pretexto para mascarar a grave crise higiênica e sanitária que assola os bairros do município. Embora a intenção de ajustar o serviço seja válida, a execução se mostra um retumbante fracasso logístico. A administração municipal falha frontalmente ao não garantir a infraestrutura necessária para a dimensão da cidade, expondo uma gritante falta de planejamento do Poder Executivo.
O único modelo aceitável, humano e eficiente para o saneamento urbano de Birigui é a coleta porta a porta contínua. No entanto, a omissão estrutural transformou ruas e esquinas em um verdadeiro lixão a céu aberto.
Montanhas de descartes se acumulam nas vias públicas e, mesmo quando o recolhimento ocorre, a sujeira permanece: restos de resíduos ficam espalhados pelo asfalto e calçadas, atraindo pragas e gerando um cenário de degradação e abandono.
A raiz do caos está na extrema escassez de recursos operacionais. Birigui sofre com um baixo número alarmante de coletores e uma frota reduzida de caminhões que vivem quebrando. O sucateamento dos veículos paralisa rotas inteiras, atrasa os cronogramas e sobrecarrega os poucos profissionais disponíveis. Reitera-se: a responsabilidade pelo desastre urbano não é da equipe de coletores, que desempenha um trabalho penoso sob condições adversas, mas sim da omissão administrativa da Prefeitura.
Com o crescimento da cidade, o volume de lixo não recolhido e os montes nas esquinas tendem a disparar nas próximas semanas. A continuidade desse cenário é insustentável.
A população de Birigui exige uma resposta imediata e concreta da prefeita Samanta Borini. O momento cobra atitude firme da gestão municipal para viabilizar a abertura de novas contratações e a renovação e ampliação urgente da frota de caminhões coletores. Estruturar adequadamente o recolhimento casa a casa não é apenas uma meta de gestão: é o dever mínimo de uma prefeitura para com a saúde e a dignidade de seus cidadãos.