Justiça
Homem vai a júri por morte a facadas no bairro Quemil em Birigui
Réu enfrenta o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (20) acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.
Birigui - O Fórum de Birigui será palco de um julgamento importante nesta quinta-feira (20), a partir das 9h. Kleber Renan Adami da Silva vai a júri popular acusado de matar Anderson Willian Cardoso Silva a golpes de faca, em um crime que chocou a cidade em janeiro de 2024. A sessão é aberta ao público e fecha a agenda de julgamentos do Tribunal do Júri previstos para agosto no município.
A acusação contra o réu será conduzida pelo promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes.
Desentendimento por causa de drogas
Segundo a denúncia do Ministério Público, a tragédia aconteceu na noite de 15 de janeiro de 2024, por volta das 20h15, em uma casa na Rua Ademir Braga de Souza, no bairro Quemil.
De acordo com a acusação, Kleber foi até a residência de Anderson para comprar cinco pinos de cocaína e pagou R$ 50 para a vítima. Quando Anderson voltou com o entorpecente, os dois fecharam o tempo por causa de um desentendimento sobre a quantidade da droga.
A denúncia aponta que Anderson teria surgido na garagem armado com uma faca, mas o acusado conseguiu tomar a arma branca da mão dele. A vítima tentou correr para se salvar para dentro da residência, mas Kleber partiu para o ataque. Anderson levou o primeiro golpe na parte posterior do pescoço e, mesmo ferido, tentou se esconder dentro do imóvel. A acusação sustenta que as facadas continuaram e atingiram várias partes do corpo, levando a vítima à morte por choque hemorrágico, conforme apontou o laudo necroscópico.
Acusação aponta motivo torpe e meio cruel
Após desferir os golpes, Kleber teria deixado a faca do lado do corpo da vítima e continuado dentro da casa procurando por mais drogas. Em seguida, ele vazou do local e foi pedir atendimento médico no Pronto-Socorro por conta de um corte na própria mão.
Para o Ministério Público, o réu cometeu um homicídio qualificado. O MP aponta duas qualificadoras: motivo torpe, por conta do desacerto na compra da droga, e emprego de meio cruel, devido à quantidade brutal de golpes de faca desferidos.
Decisão nas mãos do Conselho de Sentença
A sessão do júri começa logo pela manhã, às 9h. Depois do depoimento de testemunhas, apresentação das provas e dos intensos debates entre acusação e defesa, a decisão final ficará nas mãos dos jurados do Conselho de Sentença, que vão bater o martelo sobre a condenação ou absolvição do réu.