Região
Homem é detido na Rondon por suspeita de embriaguez, mas exame do IML muda o jogo
O motorista foi encontrado dormindo dentro do carro após a polícia ser informada por uma equipe da Via Rondon de que o veículo estaria trafegando em zigue-zague pela pista.
Guararapes - Um homem de 48 anos acabou detido na madrugada desta quinta-feira (16) por suspeita de embriaguez ao volante na rodovia Marechal Rondon (SP-300), no trecho de Guararapes. O caso foi curioso: o teste do bafômetro deu positivo, mas o exame clínico atestou que ele não apresentava sinais de embriaguez. Por conta disso, ele acabou liberado.
Tudo começou pouco depois das 2h da manhã. Os policiais militares rodoviários foram acionados pela concessionária Via Rondon, que avisou que um veículo GM Onix com placas de Birigui estaria trafegando em zigue-zague pela via.
Flagrado no cochilo
Os policiais saíram na captura e acharam o carro estacionado no acostamento da via, na altura do quilômetro 549. O condutor estava no interior do veículo, aparentemente dormindo.
Ele despertou após os policiais baterem no vidro do carro. Ao ser questionado, o motorista abriu o jogo: disse que havia participado de um churrasco em Valparaíso, ingerido bebida alcoólica e, ao retornar para Araçatuba, resolveu parar o veículo e “dormir um pouco”.
O teste do bafômetro
Os policiais chamaram o homem para o teste. Convidado a fazer o teste do bafômetro, o investigado concordou. O bicho pegou quando o aparelho apontou 0,58 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Como o limite para a prisão em flagrante é 0,33 miligrama, ele não teve escapatória e foi conduzido ao plantão policial de Araçatuba.
Porém, na hora de apresentar a ocorrência, os próprios policiais relataram que ao ser abordado, o investigado não apresentava outros sinais visíveis de embriaguez, além da sonolência.
Reviravolta e liberação
Sabendo disso, o delegado que presidiu a ocorrência preferiu ter certeza e determinou que ele fosse submetido ao exame clínico no IML (Instituto Médico Legal). Foi aí que a situação mudou: o médico legista atestou a ausência de embriaguez.
Diante desse laudo, após ser ouvido, o investigado foi liberado, mas a história não acabou totalmente, já que um inquérito deve ser instaurado para investigar melhor. No fim das contas, os policiais lavraram os autos de infração de trânsito cabíveis (as multas) e o carro foi entregue a uma pessoa devidamente habilitada.