Martelo batido!
Homem é condenado a 22 anos de cadeia por homicídio e furto em Araçatuba
Réu tentou esconder o crime, negou relacionamento com a vítima e chegou a fugir para outro Estado, mas acabou desmascarado por laudo da Polícia Técnico-Científica e condenado no Tribunal do Júri.
Araçatuba - A conta do crime finalmente chegou! O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou Paulo Henrique Souza Costa a passar 22 anos no regime fechado pelo homicídio qualificado de Rodrigo Aparecido Simão de Sousa e pelo furto qualificado do celular da vítima. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (10).
Os jurados do caso não engoliram a versão da defesa: reconheceram, por maioria de votos, que Paulo Henrique foi o autor dos dois crimes e jogaram no lixo o pedido de absolvição. Todas as qualificadoras apresentadas na acusação foram mantidas.
O juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda cravou a pena em 18 anos de reclusão pelo homicídio e mais quatro anos pelo furto, além do pagamento de 20 dias-multa. Como os crimes rolaram em concurso material, a Justiça somou tudo e a conta fechou em 22 anos de cana. O magistrado mandou cumprir a pena imediatamente e manteve a prisão preventiva do tribunal, já que o acusado já havia metido o pé e tentado fugir para outro Estado, onde acabou capturado.
Execução em quadra de escola
O crime, que chocou a cidade, aconteceu na madrugada de 1º de março de 2020, na quadra da Escola Ezequiel Barbosa, no bairro São José, em Araçatuba.
Conforme o Ministério Público, Paulo Henrique e Rodrigo mantinham encontros às escondidas. A acusação sustentou que Rodrigo tinha fotos do acusado e ameaçava expor o caso de amor para todo mundo. Naquela madrugada, a vítima caiu na cilada achando que ia encontrar Paulo Henrique para mais um encontro secreto.
De acordo com a denúncia, o réu pegou Rodrigo no susto e meteu o pipoco com um revólver calibre 38. A vítima levou tiros na mandíbula, ombro, coxa e tórax, morrendo no local por causa de hemorragia interna.
Prova pericial e roubo do celular
Paulo Henrique tentou meter o migué durante o processo: negou ter matado Rodrigo, jurou de pé junto que nunca teve caso amoroso ou sexual com ele e disse que não tinha levado celular nenhum.
Só que a casa caiu com o trabalho da perícia. A polícia achou uma arma em um imóvel que Paulo Henrique frequentava. O exame de confronto microbalístico não mentiu: comprovou que o projetil tirado do corpo da vítima saiu justamente daquele revólver. Para fechar o pacote, a acusação provou que ele ainda meteu a mão no celular de Rodrigo após o assassinato. O aparelho, avaliado em R$ 1 mil na sentença, sumiu e nunca mais foi recuperado.
Diante do conjunto de provas, os jurados acolheram a acusação em cheio. Ao calcular a pena, o juiz reforçou as circunstâncias judiciais desfavoráveis, ressaltando a torpeza do motivo e as consequências devastadoras para a família da vítima. Sentença lida em plenário nesta quinta-feira e o condenado voltou direto para a cela para pagar pelo que fez.