Júri Popular
Homem acusado de atirar em morador do Portal da Pérola II enfrenta júri popular em Birigui
Crime aconteceu em 2019 no bairro Portal da Pérola II; vítima foi baleada, sobreviveu após passar por cirurgia e apontou o acusado como autor dos disparos
Birigui - Sete jurados terão a missão de decidir nesta terça-feira (23) o futuro de Maximiliano Bono, acusado de tentar matar um homem a tiros no bairro Portal da Pérola II, em Birigui. O caso aconteceu em março de 2019 e será analisado pelo Tribunal do Júri da Comarca.
O julgamento acontece no Fórum de Birigui e será presidido pelo juiz responsável pela Vara do Júri. Durante a sessão, acusação e defesa apresentarão suas versões dos fatos antes que o Conselho de Sentença decida pela condenação ou absolvição do réu.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu na tarde de 20 de março de 2019, na Rua Felício Migliorini. A vítima, Scaineider Gutierres Rodrigues Santana, conhecido como "Nil", foi atingida por um disparo de arma de fogo próximo à sua residência.
Mesmo baleado, ele conseguiu correr e se esconder em uma casa em construção. Do local, telefonou para o cunhado pedindo socorro. Com a ajuda de um amigo, ele foi localizado e levado ao pronto-socorro municipal.
A vítima chegou à unidade em estado grave e precisou passar por cirurgia.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, durante o atendimento médico, Scaineider teria informado aos policiais que o autor dos disparos seria um homem conhecido pelo apelido de "Max". A motivação do crime, porém, não foi esclarecida.
Acusação e defesa
Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público denunciou Maximiliano Bono por tentativa de homicídio qualificado.
Entre as provas reunidas pela investigação estão o depoimento da vítima, relatos de testemunhas e a declaração da companheira de Scaineider. Conforme consta nos autos, ela afirmou à Polícia Civil que o acusado teria confessado o crime e feito novas ameaças um dia após o ocorrido.
Esses elementos serão analisados pelo Conselho de Sentença durante o julgamento.
A defesa, representada pelas advogadas Keilla Dias Takahashi e Roseli Rodrigues, sustentará a tese de negativa de autoria. Segundo a defesa, não existem provas suficientes para comprovar que Maximiliano foi o responsável pelos disparos.
Atualmente, o réu está preso por outro processo criminal. Por esse motivo, ele será levado ao Fórum sob escolta da Polícia Penal.
Após os debates entre acusação e defesa, os jurados responderão aos quesitos formulados pelo magistrado e decidirão se o acusado será condenado ou absolvido.