Polícia
Golpe do falso INSS faz pensionista perder R$ 108 mil e leva vítima a quebrar o próprio celular em Araçatuba
Criminoso se passou por servidor do INSS durante suposta prova de vida, travou o aparelho da vítima e realizou diversas transações bancárias sem autorização.
Araçatuba - Uma pensionista de 57 anos, moradora de Araçatuba, caiu em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e teve um prejuízo de aproximadamente R$ 108 mil. O caso foi registrado no Plantão Policial na quarta-feira (10) e será investigado pela Polícia Civil.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como servidor do INSS e informou que ela precisaria realizar a chamada “prova de vida”. Durante a conversa, o suposto funcionário perguntou sobre contas bancárias e a vítima informou que possuía vínculos com o Nubank, Banco Inter e Mercado Pago.
O golpista ainda confirmou corretamente diversos dados pessoais da pensionista, o que fez com que ela acreditasse que a ligação era verdadeira. Em seguida, ele informou que o procedimento seria realizado por meio do aplicativo Mercado Pago.
A vítima contou que não chegou a acessar o aplicativo nem realizou qualquer operação. No entanto, em determinado momento, o celular travou completamente, exibindo apenas uma mensagem para que ela aguardasse, sem permitir qualquer comando.
Pouco depois, a pensionista percebeu que várias transações bancárias estavam sendo feitas sem sua autorização por meio da conta do Mercado Pago. Ela tentou desligar o aparelho, mas não conseguiu. Familiares também relataram dificuldades para entrar em contato com ela durante a ação dos criminosos.
De acordo com o registro policial, os golpistas realizaram diversas movimentações na modalidade débito utilizando o cartão vinculado à conta da vítima, causando um prejuízo estimado em R$ 108 mil.
A mulher informou à polícia que o autor da ligação se identificou como “Yuri”. Porém, ao verificar algumas das operações realizadas, percebeu que parte dos valores foi destinada a uma pessoa identificada como “Murilo”.
Desesperada para impedir novas transferências, a pensionista precisou quebrar o próprio celular para interromper o funcionamento do aparelho e bloquear a ação dos criminosos. Ela afirmou que não possui informações sobre o número utilizado na ligação.
A Polícia Civil investiga o caso. As autoridades reforçam o alerta para que aposentados e pensionistas não forneçam dados pessoais ou bancários por telefone. O INSS não solicita esse tipo de informação por ligação e não realiza prova de vida por aplicativos de instituições financeiras.