Araçatuba
Filho é preso em Araçatuba após confessar que matou o próprio pai a pancadas
Idoso de 74 anos foi encontrado morto nos fundos de casa; suspeito tentou lavar o sangue do quintal antes de fugir
Araçatuba - Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Militar na noite de quarta-feira (16) após confessar ter matado o próprio pai, Orivaldo Muniz Pacheco, de 74 anos, em Araçatuba (SP).
O idoso foi encontrado no quarto dos fundos, em uma edícula na Rua Canjiro Takebe, no bairro Jardim Casa Nova, com vários ferimentos contundentes na cabeça. A princípio, o caso entrou como encontro de cadáver, mas a Polícia Civil e a perícia foram chamadas assim que viram os machucados, tratando logo como homicídio. No local, não tinha sinal de arrombamento, invasão ou furto, só uma televisão danificada.
A descoberta e a fuga
A mãe do rapaz e esposa da vítima tinha passado a noite fora cuidando da mãe acamada. Quando voltou, estranhou a ausência do marido. Ela chegou a ir ao Pronto-Socorro Municipal atrás de notícias, mas não achou nada.
Ao retornar para casa, pegou o filho lavando sangue no quintal. Ele inventou que o sangue era dele mesmo, por causa de um machucado. Depois, mandou um "te amo" para a mãe, avisou que o pai estava morto nos fundos e vazou. A mulher correu para a edícula, viu o marido ensanguentado e chamou a PM. O Samu foi até o local e só pôde constatar a morte.
Histórico de briga e a prisão
O delegado plantonista Leandro Valera Ravagnani contou que o filho já tinha registros anteriores por ameaças e agressões contra o pai. Os dois viviam discutindo por causa do possível uso de drogas do rapaz. Uma vizinha confirmou ter ouvido um bafafá na noite anterior, e as câmeras de segurança da rua vão ser analisadas.
Com a foto do suspeito em mãos, os PMs deram um patrulhamento na cidade. Segundo o capitão Marcelo Spina, o homem foi encontrado no bairro São José vestindo as mesmas roupas e com os pertences que tinha tirado de casa. Ele confessou o crime ali mesmo, na abordagem, mas não disse o motivo, sendo levado direto para a Central de Flagrantes.
O mistério da arma do crime
A polícia ainda tenta descobrir qual objeto provocou os ferimentos na cabeça de Orivaldo. Nada usado no crime foi achado no imóvel. A PM chegou a cogitar que uma panela pudesse ter sido usada, mas isso ainda depende da confirmação da perícia. O corpo foi levado para o IML e o exame necroscópico vai ajudar a esclarecer como tudo aconteceu.