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Araçatuba

Filho acusado de matar a própria mãe com mais de 20 marteladas vai a julgamento

Acusado pegou dinheiro da carteira da idosa e usou o carro dela para comprar drogas logo após o crime; Ministério Público pede condenação por feminicídio e meio cruel.

Por Redação Pô!News

Filho acusado de matar a própria mãe com mais de 20 marteladas vai a julgamento

Araçatuba - O Tribunal do Júri se reúne nesta quinta-feira (16), a partir das 9h, para julgar Aqueharu Yamaguchi Junior, acusado de um crime que chocou a região: o assassinato da própria mãe, a idosa Alzira Pinto da Silva, de 74 anos. O caso aconteceu no dia 8 de outubro de 2020, no bairro Jardim Nova Iorque. A vítima também era mãe do ex-vereador Cláudio Henrique da Silva.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por pura vingança. O acusado tinha voltado do Japão pouco tempo antes e morava com a mãe. A investigação apurou que a relação dos dois era conturbada por conta do uso de entorpecentes por parte do filho.

Segundo a denúncia, dias antes da tragédia, a mãe teria dado umas pauladas no filho após flagrá-lo usando drogas em um bar. Sentindo-se humilhado com o episódio em público, o sujeito planejou a morte da idosa.

Ataque covarde e rastro de horror

Na noite do crime, o acusado pegou um martelo e ficou só esperando a mãe chegar. Alzira voltou para casa trazendo até um lanche para o filho. Quando ela entrou no quarto para trocar de roupa, foi pega de surpresa com dois golpes nas costas. Já caída no chão e implorando para o filho parar, a idosa foi imobilizada pelo pescoço e golpeada entre 20 e 25 vezes na cabeça.

A denúncia aponta que, depois do homicídio, o acusado tomou banho para tirar o sangue do corpo, trocou de roupa, pegou dinheiro da carteira da mãe e pegou o carro dela para ir comprar cocaína. Alzira morreu na hora.

Depois do ataque, o homem ligou chorando para parentes e confessou o que fez. Na manhã seguinte, surtou na casa de um primo dizendo que ia tirar a própria vida, mas acabou convencido a se entregar na polícia, onde também confessou o assassinato durante o inquérito policial.

Quatro qualificadoras

Ao mandar o caso para o Tribunal do Júri, o juiz Danilo Brait manteve as quatro qualificadoras do Ministério Público:

Motivo torpe: vingança pela bronca e agressão no bar;

Meio cruel: pelo sofrimento brutal imposto à vítima;

Recurso que dificultou a defesa: atacou a idosa pelas costas dentro de casa;

Feminicídio: crime praticado no contexto de violência doméstica e familiar.

Além de tudo isso, o réu responde pelo agravante de o crime ter sido cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos. Agora, cabe aos jurados decidir o destino do acusado.