Casa caiu em Birigui!
Empresário é preso por vender "remédio para emagrecer" clandestino e guardar tudo na geladeira
Investigado trazia os produtos do Paraguai, vendia cada caixa por R$ 800 no 'zap' e acabou rodando em operação do 1º DP.
Birigui - A Polícia Civil de Birigui colocou a boca no trombone e deu um prejuízo no esquema de venda de medicamentos clandestinos na manhã desta sexta-feira (21)! Um empresário da cidade foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. A ação foi casca-grossa, comandada pela equipe do 1º Distrito Policial sob a coordenação do delegado Ícaro de Oliveira Borges.
A história começou no bairro Jandaia, bem no estabelecimento comercial do investigado, identificado pelas iniciais W.J.C. Quando os policiais chegaram e apertaram o cerco sobre os produtos alvos da investigação, o homem não aguentou a pressão e entregou onde estava o "ouro": admitiu que os medicamentos estavam guardados na residência dele.
A equipe acompanhou o sujeito até a casa e, ao chegarem na cozinha, o próprio investigado indicou o esconderijo: dentro da geladeira!
No meio dos mantimentos, os policiais encontraram e apreenderam:
66 frascos de tirzepatida (das marcas LIPOLESS e T.G. 15);
1 frasco de retatrutida (uma substância perigosa que ainda está em fase de testes e nem tem aprovação de agência sanitária);
1 aparelho celular usado direto para tocar as negociações.
Importação do Paraguai e vendas por R$ 800
Na hora do depoimento à Polícia Civil, o empresário abriu o bico. Ele admitiu que mantinha o estoque guardado e revelou que trazia os produtos do Paraguai. O sujeito confirmou que o negócio tinha tomado maiores proporções e que comercializava as caixas por cerca de R$ 800 cada uma.
A investigação aponta que o "marketing" do esquema funcionava a todo vapor em aplicativos de mensagens e folders divulgados pela região.
Diante do flagrante, o empresário recebeu voz de prisão e foi enquadrado no artigo 273 do Código Penal, crime gravíssimo relacionado à falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Apesar do susto, a autoridade arbitrou fiança. O investigado pagou o valor estipulado pela Justiça, foi colocado em liberdade mediante alvará de soltura e agora vai responder aos atos do processo na rua!