Birigui
Empresa é lacrada após denúncias de furto de água, energia e crime ambiental
Fiscalização encontrou indícios de crime ambiental, furto de energia e trabalho irregular em empresa de reciclagem
Birigui - Uma empresa de reciclagem localizada no bairro Jardim Primavera, em Birigui, foi lacrada pela Prefeitura na tarde desta quinta-feira (21), durante uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública. A ação contou com apoio da Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, CETESB, CPFL, Secretaria de Tributação e Departamento de Água e Esgoto.
A operação aconteceu em um imóvel na rua Pedro San Miguel, onde funcionava uma empresa de reciclagem de materiais plásticos, incluindo forros usados em granjas e que chegariam ao local com resíduos de fezes de galinhas.
A fiscalização teve início após diversas reclamações de moradores sobre forte mau cheiro e infestação de moscas na vizinhança.
Durante a vistoria, equipes da CETESB identificaram indícios de crime ambiental. Segundo as informações apuradas, a empresa pode ter descartado diretamente na rede de esgoto a água utilizada na lavagem dos materiais recicláveis, contendo resíduos provenientes da limpeza das fezes de galinha. A Polícia Civil irá investigar o caso.
Também foram constatadas possíveis irregularidades trabalhistas. O Ministério Público do Trabalho foi acionado após denúncias de funcionários sem registro e presença de menores trabalhando em condições consideradas insalubres.
Equipes da CPFL identificaram furto de energia elétrica no imóvel. Conforme apurado, o fornecimento estaria suspenso desde 2020. Já o setor de água e esgoto constatou furto de água e adulteração no hidrômetro.
O responsável pela empresa esteve no local, foi identificado pela Guarda Municipal, mas deixou o imóvel antes do término da fiscalização e não retornou.
O prédio passou por perícia do Instituto de Criminalística de Araçatuba. Segundo a fiscalização, o imóvel já havia sido interditado pela Prefeitura em 2023 por irregularidades, mas os responsáveis teriam rompido o lacre e retomado as atividades clandestinamente.
A operação foi acompanhada pelo delegado Nilton Aparecido Marinho, que informou que um inquérito policial será instaurado para apurar possíveis crimes ambientais e demais irregularidades. Os laudos técnicos dos órgãos envolvidos deverão auxiliar na investigação.
Até a publicação da reportagem, o responsável pela empresa não havia se pronunciado oficialmente. A defesa informou que só irá comentar o caso após acesso completo à documentação da ocorrência.