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Educação financeira avança no Senado e pode virar disciplina obrigatória nas escolas
Comissão aprova projeto que insere conceitos de economia, tributos e previdência no ensino fundamental e médio.
Dinheiro na sala de aula
A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (30), o projeto de lei que insere a educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio. A proposta agora segue para votação no plenário da casa antes de ser encaminhada para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto, de autoria da deputada Any Ortiz, estabelece que o ensino será aplicado de forma transversal e integradora. Isso significa que o tema deve permear diferentes disciplinas ao longo de toda a formação escolar, assim como ocorre com matérias básicas como matemática e português.
A relatora do projeto, senadora Teresa Leitão, defendeu que a medida é essencial para preparar os jovens para a realidade econômica atual. Segundo a parlamentar, o conhecimento ajuda na tomada de decisões sobre consumo consciente e atua como ferramenta de prevenção ao endividamento precoce.
Esse desenvolvimento integral exige a compreensão da realidade econômica e a capacidade de tomada de decisões sobre consumo consciente, inclusive como instrumento de prevenção ao endividamento futuro.
Uma emenda aprovada pela relatora também ampliou o conteúdo da proposta original. Além de finanças básicas, os estudantes deverão aprender conceitos sobre tributos, previdência e seguros, visando uma compreensão mais ampla dos direitos e deveres perante o Estado e o mercado.
A intenção é garantir que o aluno consiga planejar o futuro com segurança sem sobrecarregar a grade horária fixa. A flexibilidade da matriz curricular será mantida, permitindo que cada instituição adapte a forma como os temas serão abordados em sala de aula.
Com informações de G1 Política.