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Dor no braço e mistério médico: menino de 6 anos é diagnosticado com tipo raro de câncer no interior de SP
Após dias de dores intensas e idas sem resposta ao hospital, o pequeno Miguel recebeu o diagnóstico de Histiocitose de Células de Langerhans. A família de Ibirá (SP) agora se apega à fé para enfrentar o tratamento.
O que inicialmente parecia apenas uma desculpa infantil para fugir das tarefas escolares tornou-se o início de uma batalha delicada para uma família de Ibirá, no interior de São Paulo. Miguel Corrêa Marques, de apenas 6 anos, foi diagnosticado com Histiocitose de Células de Langerhans (HCL), um tipo raro de câncer no sangue, após semanas de investigação médica e fortes dores no braço.
A angústia começou no início de abril. Segundo a mãe de Miguel, a enfermeira Jenifer Isabela Corrêa de Souza, de 29 anos, a criança chegou da escola se queixando de incômodos no braço. "Achei que fosse uma desculpa para não fazer as tarefas", relatou. No entanto, o quadro se agravou rapidamente. As noites passaram a ser interrompidas por choros de dor e episódios de febre.
Ao buscar ajuda médica, a família esbarrou em um verdadeiro mistério clínico. Exames preliminares de sangue e raio-X não apontaram anormalidades, resultando em alta após a primeira ida ao Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em São José do Rio Preto (SP). Porém, a intuição materna falou mais alto. Sem melhora nos sintomas do filho, Jenifer retornou com Miguel ao hospital dias depois.
O menino acabou internado por 14 dias. A equipe médica investigava uma possível infecção, mas o quadro clínico de Miguel intrigava os especialistas. A virada ocorreu quando a mãe notou que o menino sentia alívio ao manter os braços erguidos. Uma ressonância magnética revelou uma lesão atípica e o surgimento de um nódulo no outro braço indicou a necessidade de uma biópsia.
O resultado, analisado em Botucatu (SP), trouxe o impacto do diagnóstico raro e doloroso. Para Jenifer, a notícia teve um peso ainda maior, uma vez que ela já havia perdido o pai para a mesma doença, caracterizada por se manifestar como uma grave condição inflamatória.
Atualmente, Miguel aguarda o início das sessões de quimioterapia no HCM. Apesar do impacto na rotina — agora marcada por restrições, coletas de sangue frequentes e a saudade de brincar com a irmã mais nova —, o pequeno demonstra uma resiliência comovente.
Em meio ao desafio imposto pelo tratamento, a família encontra forças na espiritualidade. Segundo a mãe, o próprio Miguel se tornou um símbolo de esperança para todos ao seu redor. "Ele fala que Jesus e Nossa Senhora já o curaram. Ele é mais forte do que eu", emociona-se Jenifer, que se prepara ao lado do filho para vencer essa batalha.