Política
Depoimentos na CEI apontam que contrato médico da Santa Casa foi feito sem licitação
Oitiva da CEI da Saúde levanta questionamentos sobre a contratação de empresa médica pela Santa Casa durante o período de intervenção
Birigui - Os primeiros depoimentos da CEI que investiga possíveis irregularidades em contratos da Santa Casa de Birigui confirmaram que a contratação da empresa responsável pelos serviços médicos de cirurgia não passou por processo de licitação.
Foram ouvidos nesta quarta-feira (10) a ex-interventora do hospital, Sirlei de Paula Pereira, e o médico Carlos Antônio Gonçalves de Souza Filho, responsável pela empresa C.A.F. Serviços Hospitalares Ltda. Ambos afirmaram que não tinham conhecimento de uma recomendação do Ministério Público para que as contratações fossem realizadas por meio de licitação, devido à intervenção do poder público no hospital.
Segundo Sirlei, a orientação recebida era de que, por se tratar de um serviço essencial e com atendimento 24 horas, seria possível realizar a contratação por outro procedimento. Ela também afirmou que a troca da equipe médica já era discutida durante a transição de governo.
À CEI, médico diz que primeiro integrou equipe de plantão e depois assumiu cargo de diretor técnico
Já o médico Carlos Antônio declarou que inicialmente foi convidado para atuar nos plantões cirúrgicos e, posteriormente, assumiu a função de diretor técnico da Santa Casa. Ele disse que desconhecia a necessidade de licitação para a contratação da empresa.
Durante a oitiva, vereadores da comissão questionaram a ausência de chamamento público e levantaram suspeitas de possível direcionamento na contratação. A CEI continua nesta quinta-feira (11), com novos depoimentos.