Araçatuba
CPFL e GOE dão batida em imóvel no bairro Jussara e flagram "gato" de energia
Técnicos da concessionária encontraram desvio com conectores perfurantes dentro da caixa de medição; investigado de 38 anos foi levado ao Plantão Policial e Polícia Civil instaurou procedimento para apurar a fraude.
Araçatuba - A casa caiu para o dono de um imóvel localizado na Rua João Batista Marques da Silva, lá no bairro Jussara, em Araçatuba. Na tarde desta quarta-feira (15), a Polícia Civil registrou um caso de furto de energia elétrica — o famoso "gato" — no local.
A operação foi em conjunto: policiais civis do plantão, acompanhados por integrantes do Grupo de Operações Especiais (GOE), foram até o endereço junto com funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A movimentação aconteceu após a concessionária identificar uma possível irregularidade no fornecimento e na medição de energia.
O "gato" já tinha sido descoberto antes
Segundo o registro policial, essa não foi a primeira vez que a empresa bateu lá. A fraude já havia sido constatada anteriormente pela equipe técnica da CPFL durante uma inspeção, e eles até tinham deixado uma notificação. O problema é que, na diligência realizada anteriormente, nenhum morador foi localizado no imóvel.
Desta vez, os técnicos abriram o relógio e viram a gambiarra de perto. No interior da caixa de medição, eles acharam um desvio de energia elétrica realizado por meio de dois conectores perfurantes.
O esquema funcionava assim, segundo a concessionária:
O sistema desviava a fase de entrada diretamente para o disjuntor instalado na parte inferior da caixa.
Isso ficava bem em uma área de acesso ao consumidor.
Na prática, a energia era consumida sem o devido registro pelo medidor, ou seja, a conta não vinha.
Investigado foi parar na delegacia
O imóvel é atribuído ao investigado, um homem de 38 anos. Ele não escapou e foi conduzido ao Plantão Policial, onde teve que se explicar. Após ser ouvido, foi liberado para responder ao processo. No papel, a CPFL foi registrada como vítima da ocorrência.
Agora, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que instaurou o procedimento para apurar as circunstâncias da suposta fraude e tomar todas as medidas legais cabíveis.