MISTÉRIO NO CANAVIAL
Corpo de mulher parcialmente queimado é encontrado em Penápolis
Polícia investiga suspeita de homicídio e violência sexual após vítima ser achada em zona rural com marcas de arrastamento
Penápolis - Um corpo de uma mulher ainda sem identificação foi achado parcialmente queimado no final da madrugada deste domingo (30), em um canavial na zona rural de Penápolis. A suspeita é de que ela seja jovem, e a Polícia Civil já vai instaurar inquérito para apurar o que aconteceu, sem descartar a hipótese de ter sido vítima de violência sexual e ter sido arrastada para o meio da plantação.
A tragédia foi descoberta logo depois das 5h, em um sítio perto da estrada José Vigilato de Castilho. O dono da propriedade contou que um vizinho avisou sobre um incêndio no local. Ele e um funcionário pegaram um caminhão-pipa e um trator para combater o incêndio. Assim que conseguiram apagar o fogo, deram de cara com o cadáver no meio da cana.
A Polícia Militar foi chamada, isolou a área e acionou a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística. A perícia foi acompanhada pelos delegados Jovair Marcos Gruppo e Thalys Sulyvan. Os peritos viram que o corpo não estava em estado de decomposição, mas foi parcialmente carbonizado — com queimaduras graves no braço e perna esquerdos e no abdômen, além de sinais de chamuscamento no resto da pele.
A vítima estava seminua, vestindo apenas uma camiseta preta com a inscrição “NIKE”. Como estava nua da cintura para baixo, a perícia encontrou presença de sangue e fluidos corporais na região genital, além de marcas no pescoço e no rosto que parecem hematomas. Ela também possui tatuagens na canela esquerda.
Perto do corpo, os policiais acharam um chinelo, uma corrente de pescoço de ouro e um cabo carregador de celular, que foram recolhidos. No chão, havia marcas de pneus e sinais de arrastamento para o interior do canavial, mas uma chuva forte acabou atrapalhando a preservação dos vestígios. A cerca do sítio não tinha sinais de arrombamento.
A funerária Bom Pastor recolheu o cadáver e o levou para o IML de Araçatuba, onde passar por exames necroscópico e toxicológico para apontar a causa da morte, confirmar se houve violência sexual e identificar a vítima. O caso foi registrado como homicídio e a polícia trabalha para descobrir a autoria e a motivação do crime.