Esportes
Corinthians avança em conversas com a Caixa para tentar desenrolar a dívida da Neo Química Arena
Comitiva alvinegra foi a Brasília buscar alternativas para equacionar o débito do estádio; trunfo do clube pode ser a valorização dos naming rights.
São Paulo - O Corinthians deu um passo importante esta semana para tentar resolver de vez a pedreira que é a dívida da Neo Química Arena. A diretoria do Timão viajou até Brasília e participou de uma maratona de reuniões com a Caixa Econômica Federal. A avaliação nos bastidores é que as tratativas foram bem produtivas, embora ainda não tenha nada assinado. A expectativa é de novidades concretas a partir da próxima semana.
A comitiva corintiana que baixou na capital conta com o presidente Osmar Stabile e o diretor de Negócios Jurídicos, Pedro Soares. Quem também está no circuito é Rubens Gomes, o Rubão — ex-diretor de futebol que, mesmo sem cargo oficial na gestão, tem forte influência no Parque São Jorge e boa transição com integrantes do governo federal.
Neste momento, clube e banco analisam dois modelos para renegociar o valor. O objetivo principal do Timão é conseguir uma redução do valor devido e costurar uma nova estrutura de pagamento que caiba no bolso. Vale destacar: a hipótese de o estádio já estar totalmente quitado está descartada nessas reuniões, apesar dos levantamentos recentes feitos pelo perito Anísio Costa Castelo Branco sobre divergências nos cálculos da dívida. O estudo do perito nem sequer foi levado para a mesa de negociação em Brasília.
Naming rights entram na jogada como garantia
A grande cartada da diretoria alvinegra para viabilizar o negócio atende pelo nome de naming rights. Um estudo encomendado pelo clube apontou que o valor de mercado dos direitos de nome da arena gira em torno de R$ 70 milhões por temporada.
Embora ainda não exista uma proposta formal nesse valor, a diretoria já conversa com empresas interessadas. A ideia é fechar um contrato bem mais gordo e usar essa receita como garantia para a Caixa, direcionando a grana do patrocínio para o pagamento do débito por um determinado período. Em troca, o Corinthians conseguiria destravar outras receitas do estádio que hoje estão presas e voltar a ter fôlego financeiro no dia a dia.
As conversas continuam e o clima entre os cartolas corintianos é de otimismo para selar um acordo considerado viável para o futuro do clube.