Esportes
Corinthians acumula dívidas de rescisões com quatro treinadores e tem parcelas em atraso
O rombo financeiro envolve as multas das demissões de Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior
São Paulo - A diretoria do Corinthians não para de ganhar dor de cabeça com os antigos comandantes do time! O Alvinegro ainda possui valores pendentes relacionados às rescisões contratuais de quatro treinadores que passaram pelo clube nos últimos anos, durante as gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile. A conta é alta: as dívidas referem-se às multas decorrentes das demissões de Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior.
O pior é que o clube não está conseguindo honrar os compromissos. Os acordos firmados após as saídas dos técnicos seguem com parcelas a serem quitadas, e todos os quatro casos contam com pelo menos um pagamento em atraso. A situação financeira no Parque São Jorge é complexa.
A conta das rescisões: quanto o Timão deve para cada um?
A lista de pendências financeiras mostra como as demissões em sequência pesaram nas finanças:
Mano Menezes: Sua última passagem durou cerca de cinco meses. Contratado em setembro de 2023, ele foi demitido em fevereiro de 2024, mesmo com vínculo firmado até dezembro de 2025. O acordo de rescisão foi estabelecido em R$ 10 milhões, dos quais ainda restam duas parcelas a serem pagas.
António Oliveira: Chegou poucos dias após a saída de Mano e ficou até julho de 2024. O contrato previa sua permanência até o fim daquela temporada, mas a rescisão foi fixada em R$ 1,6 milhão, e o Corinthians ainda tem duas parcelas pendentes.
Ramón Díaz: O argentino teve a passagem mais longa entre os quatro, comandando o time de julho de 2024 a abril de 2025. O contrato era válido até o fim de 2025, mas a queda custou caro: a rescisão foi fixada em R$ 7,5 milhões, com duas parcelas ainda em aberto.
Dorival Júnior: Foi o último a deixar o clube, demitido em abril de 2026. O acordo de rescisão também foi estabelecido em R$ 7,5 milhões, e o Corinthians ainda precisa quitar três parcelas. Atualmente, Dorival comanda o rival São Paulo.
O que diz o Corinthians?
Procurado pela reportagem da Gazeta Esportiva, o clube preferiu não dar muitos detalhes. O Corinthians informou que os quatro treinadores possuem processos judiciais em andamento. Segundo o clube, por se tratar de ações que ainda estão sob apreciação da Justiça, não haverá manifestação pública sobre os casos.
Em nota oficial, o clube declarou: "Os quatro treinadores mencionados possuem processos judiciais ainda em adversarial. Por se tratarem de questões que permanecem sob apreciação da Justiça, o Clube adota como diretriz não se manifestar publicamente sobre processos que ainda não tenham sido concluídos".
Crise em campo e peso da nova multa
Toda essa situação financeira reflete diretamente no gramado. Há sete jogos sem vencer, o Corinthians atravessa um mau momento na temporada, fazendo Fernando Diniz ser pressionado no cargo.
A torcida pede mudanças, contudo, a diretoria do clube decidiu dar um voto de confiança ao trabalho do treinador. E o motivo envolve a questão financeira: a verba pesou na decisão. Um dos motivos que pesa, inclusive, seria a multa de aproximadamente R$ 5 milhões, equivalente a três salários do profissional. Demitir o treinador agora significaria somar mais um valor milionário às pendências existentes.