Araçatuba
Confusão no WhatsApp termina na polícia e vereador é acusado de ameaças de morte
Morador de 40 anos registra boletim contra o parlamentar Damião Brito após discussão sobre a saúde pública da região; caso pode parar na Câmara Municipal.
Araçatuba - O clima esquentou na política local! Um morador de 40 anos baixou no Plantão Policial de Araçatuba nesta terça-feira (18) para meter um boletim de ocorrência daqueles contra o vereador Damião Brito. O sujeito acusa o parlamentar de mandar supostas ameaças de morte e soltar ofensas pessoais contra ele. O detalhe é que essa história vem no troco: cinco dias antes, o próprio vereador já tinha registrado uma ocorrência contra o morador.
A treta todinha começou no dia 9 de agosto em um grupo de WhatsApp chamado “Notícias de Aracanguá”. O bate-boca estourou no meio de um bate-papo sobre a situação da saúde no município de Santo Antônio do Aracanguá.
O homem, que mora na cidade há 28 anos, bateu de frente com as opiniões do parlamentar sobre o atendimento médico local. Ele defendeu os serviços da cidade com unhas e dentes, lembrando inclusive que a mãe dele é funcionária pública da saúde há quase 30 anos.
Depois do bate-boca no grupo aberto, o vereador teria puxado o homem para uma conversa privada. Só que, longe dos olhos do grupo, a coisa desandou: o morador relatou que levou ofensas e ameaças de morte. Para piorar, disse que o vereador tirou onda de ter influência na cidade, envolveu no meio o nome da facção criminosa PCC e ainda colocou os filhos do rapaz na jogada, citando até o bairro onde as crianças moram com a mãe e o padrasto.
Cansado da perturbação, o rapaz meteu um bloqueio no parlamentar. Mas a paz não durou: ele alega que começou a receber ligações de números desconhecidos com novos conteúdos intimidatórios.
Agora o caldo vai engrossar na política: o homem avisou a polícia que quer formalizar uma queixa formal à Câmara Municipal de Araçatuba contra as atitudes do vereador.
A Polícia Civil já passou a visão sobre os procedimentos legais e alertou sobre o prazo decadencial de seis meses para ele formalizar a representação criminal ou entrar com uma queixa-crime. O papelório do registro já foi despachado para a delegacia da área para dar sequência às apurações.