A Voz do Povo
Comércio no PS? Denúncias apontam venda proibida de produtos ortopédicos dentro do PS de Birigui
Gestão do pronto-socorro de Birigui diz que vendas não foram autorizadas e ameaça quebrar contrato e aplicar multa se o flagrante se repetir
Birigui - A denúncia é séria e o clima esquentou no Pronto-Socorro Municipal Dr. Alceu Lot. Pacientes que passaram por lá soltaram o verbo e relataram que estavam rolando ofertas e comercialização de produtos ortopédicos bem dentro da unidade de saúde — o que é totalmente proibido, já que o lugar é público. O bafafá correu rápido e a Prefeitura de Birigui foi acionada para entender essa história.
Assim que soube do rolo, a administração municipal não perdeu tempo e notificou a direção do pronto-socorro para que tudo seja investigado e esclarecido o quanto antes.
Quem cuida do PS é a Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus (HSBJ). A entidade veio a público e bateu o pé: garantiu que o hospital atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deixou bem claro que não autorizou a venda ou oferta de nenhum tipo de equipamento ortopédico lá dentro.
Para tentar conter o incêndio, a HSBJ analisou a situação e deu uma advertência formal para a empresa terceirizada que foi contratada para fazer os serviços de imobilização ortopédica. A ordem foi curta e grossa: qualquer tipo de comércio, divulgação ou oferta de produtos tem que ser imediatamente interrompida dentro do pronto-socorro.
E o aviso foi em tom de ameaça: se a empresa vacilar de novo, a chapa vai esquentar com uma rescisão do contrato, aplicação de multa e outras punições que estão na lei.
Enquanto isso, a Prefeitura de Birigui avisou que vai continuar de olho e acompanhando o caso de perto, reforçando que o atendimento no PS tem que respeitar as regras do serviço público e os direitos dos usuários do SUS.