Polícia
Chefe do PCC é transferido para presídio de segurança máxima no Paraná
Eduardo de Almeida, o 'Pisca', foi preso no Paraguai e é suspeito de tráfico, homicídio e um mega-assalto a uma transportadora de valores.
Operação de transferência
Um dos chefes da facção criminosa PCC, Eduardo Aparecido de Almeida, conhecido como 'Pisca', foi transferido nesta sexta-feira (20) para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná. Ele estava detido na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu desde sua prisão, ocorrida na quarta-feira (18).
A transferência foi realizada com o auxílio de um helicóptero da Polícia Civil devido ao alto grau de periculosidade do detento. Além de 'Pisca', outro suspeito de integrar a mesma facção, Ricardo Moraes Alves, também foi levado para o presídio de segurança máxima. Não há previsão de novas transferências.
Prisão no Paraguai
Almeida foi preso em sua casa em Assunção, capital do Paraguai, onde vivia com um nome falso. A captura foi resultado de uma operação conjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Ministério Público paraguaio e da Polícia Federal brasileira.
Após a prisão, ele foi expulso do Paraguai por utilizar documentos brasileiros falsos e entregue às autoridades brasileiras na aduana da Receita Federal em Foz do Iguaçu. 'Pisca' já era considerado foragido do sistema penitenciário de São Paulo.
Acusações e investigações
Segundo a Procuradoria-Geral da República do Paraguai, 'Pisca' era o número dois da facção no país, responsável por coordenar o tráfico de drogas entre o Paraguai e a Bolívia. Contra ele, existiam mandados de prisão por tráfico de drogas e armas, associação criminosa, sequestro e homicídio.
Entre os crimes atribuídos a ele está o sequestro da mãe do jogador de futebol Kleber, ocorrido em 2006. A Polícia Federal também investiga a participação de Almeida e Alves no mega-assalto à sede da Prosegur em Ciudad del Este, em abril de 2017, quando foram roubados mais de US$ 11,7 milhões.
Com informações de G1 São Paulo.