ANIMAIS
Bora proteger os pets! Saúde de Araçatuba volta com a campanha Fora Leish nesta segunda-feira
Ação com entrega de 3,5 mil unidades gratuitas pelo Ministério da Saúde atende cães cadastrados nos bairros TV, Planalto, Umuarama, São Vicente e Centro.
Araçatuba - Atenção, tutor! A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba retoma, já nesta segunda-feira (10), o quarto ciclo da campanha Fora Leish. O esquema é aquele: troca gratuita de coleiras repelentes e coleta de sangue pra diagnosticar a leishmaniose visceral na cachorrada que já foi cadastrada nas etapas anteriores.
A data ficou redondinha depois de uma reunião, nessa terça-feira (4), reunindo a moçada do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) e do Grupo Técnico Regional do Instituto Pasteur. O reforço veio forte: o município recebeu 3,5 mil coleiras repelentes do Ministério da Saúde.
A chefe do CCZ, Rute Mara Floriano Paulino, explicou que o mutirão deu uma travada temporária por causa da descontinuidade do repasse de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% pelo Ministério da Saúde. Mas agora a fonte voltou a jorrar e as substituições vão dar prosseguimento!
Fique de olho nos bairros!
Nesta etapa, os agentes de combate às endemias vão colar exclusivamente nas casas dos bairros TV, Planalto, Umuarama 1 e 2, São Vicente e Centro. O trabalho é no esquema casa a casa, reforçando a prevenção e o controle da doença na cidade.
O encoleiramento protege os cães contra a picada do mosquito-palha, o grande transmissor do problema. A campanha é uma parceria de peso entre a Prefeitura de Araçatuba, o Ministério da Saúde, o Governo do Estado de São Paulo, o Instituto Pasteur e a Unesp. E o resultado tá aparecendo: desde maio de 2024, rolaram 35.322 encoleiramentos nos dois primeiros ciclos e 11.121 substituições no terceiro, batendo quase 90% de cobertura.
Doença séria, mas que tem prevenção
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica. No ser humano, ela dá febre longa, perda de peso, cansaço extremo, anemia e faz o baço e o fígado incharem. De janeiro a julho deste ano, Araçatuba teve dois casos em humanos, e infelizmente uma pessoa evoluiu para óbito. Mas vale lembrar: a doença tem cura e o tratamento é de graça na rede municipal!
Já nos totós, o bicho pega com emagrecimento progressivo, falta de apetite, queda de pelos (sabe aquela feridinha ao redor dos olhos e focinho?), unhas compridas, apatia e fraqueza. Até julho, 177 cães testaram positivo — um tombo bom comparado aos 286 do ano passado no mesmo período.
Rute não tem dúvidas: a queda nos casos de leishmaniose visceral canina é fruto direto da campanha. "As coleiras são a principal medida voltada à prevenção da doença em cães, pois repelem o mosquito vetor", garantiu.
Receba os agentes na sua casa e mantenha seu bichinho protegido!