Polícia
Beach Park e testemunha divergem sobre checagem de peso em acidente fatal
Parque afirma seguir protocolos de segurança no toboágua onde radialista morreu, mas sobrevivente nega que o peso do grupo tenha sido verificado.
Versões conflitantes
O Beach Park e uma das testemunhas do acidente que resultou na morte do radialista Ricardo Hill, na segunda-feira (16), apresentaram versões conflitantes sobre os procedimentos de segurança. O parque aquático, localizado na Grande Fortaleza, afirma que checa o peso dos visitantes, mas um sobrevivente nega que a verificação tenha ocorrido.
O acidente aconteceu no toboágua "Vainkará". Ricardo descia em uma boia com mais três pessoas quando o equipamento virou durante o percurso. O radialista, que estava na parte mais alta, caiu, bateu a cabeça na estrutura do brinquedo e morreu no local.
Segundo os relatos dos sobreviventes, em um ponto da descida, a boia deveria subir em uma parede quase vertical, mas em vez disso, virou e caiu bruscamente.
Limite de peso
A atração tem um limite de peso de 320 quilos por boia. Juntos, os três turistas que acompanhavam Ricardo Hill pesam 305 quilos. Com o peso da vítima, um homem adulto, o total do grupo provavelmente ultrapassou o máximo permitido.
Em nota divulgada na quinta-feira (19), o Beach Park declarou que segue protocolos de segurança para avaliar altura e peso. A empresa informou que são feitas duas triagens: uma de altura na entrada e outra de peso do grupo, com redistribuição dos ocupantes se necessário.
No entanto, a testemunha Mateus Sena, que estava na boia, contesta a versão do parque.
Nós tínhamos pessoas de grande porte físico e, na hora de descer na boia, não avaliaram e não alertaram a gente sobre o risco. Parecia que estava tudo ok, tinham que ter alertado sobre o risco.
Com informações de G1 São Paulo (Notícias do Estado).