Polícia
Barraco em condomínio de Araçatuba: Idoso faz "brincadeira" com menor, pai fica sabendo e o tempo fecha
Aposentado de 71 anos alegou "tom de brincadeira" após dizer a menor que queria ser um cachorrinho; pai tirou satisfação e deu dois tapas no morador.
Araçatuba - A noite desta terça-feira (30) foi de muita confusão no Condomínio Maria Rossini, que fica na Rua Conde Zepelin, no bairro Universo, em Araçatuba. O que era para ser uma noite tranquila virou caso de polícia após um desentendimento motivado por um comentário considerado importuno acabar em porrada. A Polícia Militar teve que ser chamada para intervir na ocorrência, que de início foi registrada inicialmente como uma possível prática de importunação.
Tudo começou quando uma adolescente de 15 anos estava passeando com o cachorrinho na área comum do prédio. Um morador do local, um aposentado de 71 anos, resolveu soltar uma frase para a garota. Segundo a menor, o idoso mandou um: “gostaria de ser um cachorrinho”.
Assustada, a jovem ligou para o pai e contou o que tinha acontecido. O homem não pensou duas vezes: colou no condomínio, chamou o zelador e os dois foram direto bater na porta do apartamento do aposentado para exigir esclarecimentos sobre o comportamento reportado pela menor.
O confronto e a agressão
Ao ser confrontado sobre o teor das declarações, o idoso não negou e confirmou que disse aquilo mesmo para a menina. O sangue do pai subiu e ele reagiu na hora, acertando dois tapas no rosto do aposentado. A briga só não foi pior porque o zelador agiu rápido e segurou o pai da jovem, contendo a situação até os policiais chegarem.
Quando a PM chegou, o aposentado tentou se defender e dar a sua versão. Ele disse que estava sentado na área comum do condomínio e, ao ver a menina com o bicho de estimação, falou: “Eu queria ser cachorro para ficar sendo puxado para cima e para baixo”. O idoso jurou de pé junto que tudo foi puramente em “tom de brincadeira” e que já tem o hábito de falar isso para outros vizinhos que passeiam com pets, rejeitando taxativamente qualquer intenção ou conotação de natureza sexual na sua conduta.
Direto para a delegacia
No fim das contas, todo mundo foi parar na Central de Polícia Judiciária para o registro da ocorrência. Depois de darem depoimento e explicarem a situação para o delegado, as partes envolvidas foram liberadas.
Apesar de ter levado dois tapas na cara, o aposentado decidiu deixar quieto e declarou não possuir interesse em manifestar representação criminal contra o autor das agressões físicas sofridas.