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Ancelotti manda a real: Seleção vai focar na garotada e ciclo de Neymar chega ao fim
Técnico do Brasil respondeu Thiago Silva, definiu o plano de renovação com foco em novos talentos e classificou campanha na Copa como uma decepção.
Brasil - A Seleção Brasileira tá mudando de cara, e o técnico Carlo Ancelotti fez questão de mandar a real! Durante entrevista ao programa CNN Esportes S/A, que vai ao ar neste domingo (13), às 21h15, o comandante abriu o jogo e deixou claro que a prioridade agora é a renovação da equipe, apostando forte nos jovens talentos.
A fala do treinador veio logo após ele rebater o ex-capitão Thiago Silva. O zagueiro tinha saído em defesa dos jogadores mais experientes, pedindo para que os veteranos não fossem escanteados nesse processo. Mas Ancelotti bateu o pé e reforçou que o momento exige dar passagem para a garotada.
“Eu acho que temos que fazer passo a passo. Agora, este primeiro jogo, depois a Copa do Mundo, que são amistosos, temos que pensar em mirar os jovens que podem estar no futuro, os jovens de 2004, 2005, 2006. Temos jovens de 2008 com muita qualidade, que não estão ainda jogando, mas que podem jogar. Agora é o momento de olhar para isso, tendo em conta e respeitando também a idade. É verdade que um jogador pode atuar muito bem também quando tem 36, 37 anos. É agora o momento para priorizar, pensamos, os jovens”, explicou o técnico italiano.
No bate-papo, Ancelotti também fez um balanço da Copa do Mundo e não escondeu o jogo: classificou a última campanha do Brasil como uma verdadeira "decepção". Para completar, ele confirmou o fim do ciclo de Neymar na Amarelinha e projetou a continuidade da equipe sem o craque, que liderou a Seleção nos últimos anos.
O treinador ainda deu detalhes sobre o perfil dos meio-campistas que busca para o time e até fez um diagnóstico da Itália, explicando o motivo pelo qual a tetracampeã ficou de fora das últimas Copas.
A conversa completa vai ao ar na 154ª edição do programa CNN Esportes S/A, comandado por João Vitor Xavier, com a participação de Ancelotti e do diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano.