Clima tenso
Advogada registra BO após ser ameaçada por empresário em Araçatuba
Profissional rompeu contrato após divergências e passou a receber mensagens com teor intimidatório; empresário responde a cerca de 25 inquéritos policiais.
Araçatuba - Uma advogada de 27 anos passou por um grande sufoco e precisou procurar a Polícia Civil de Araçatuba na manhã desta sexta-feira (14). O motivo? Ela registrou um boletim de ocorrência relatando que virou alvo de ameaças pesadas de um ex-cliente.
Segundo o registro, a história começou em julho deste ano, quando ela firmou um contrato de prestação de serviços com um empresário de 37 anos. Com o passar dos dias, a relação profissional foi ladeira abaixo por conta de divergências de interesses. A partir daí, o cliente começou a disparar mensagens desrespeitosas e ameaçadoras.
Entre as mensagens recebidas pela profissional estavam frases como: “vou acabar com sua OAB, com sua profissão” e “meu pai é influente na cidade e posso acabar com seu nome”.
Com a relação totalmente desgastada, a advogada decidiu pular fora e, no dia 3 de agosto, avisou formalmente que não cuidaria mais do caso. Mas a dor de cabeça não parou por aí.
Após o aviso, o homem teria voltado a mandar mensagens com teor intimidatório, disparando absurdos como: “vou acabar com sua vida”, “você não sabe com quem está mexendo” e até acusações dizendo “você ficou me extorquindo”.
Histórico complicado
A situação ficou ainda mais assustadora quando a advogada tomou conhecimento de um laudo médico apontando que o ex-cliente estaria internado em uma clínica para tratamento psiquiátrico, com um diagnóstico mencionado no boletim como sociopatia.
Além disso, o registro policial traz à tona que o homem já responderia a cerca de 25 inquéritos policiais por vários delitos. A ficha inclui ameaças, descumprimento de medidas protetivas de urgência e até episódios de violência doméstica contra a própria mãe (lembrando que essas informações constam no relato e, por si só, não representam condenações definitivas).
Temendo de verdade por sua integridade física, moral e profissional, a advogada procurou as autoridades para relatar os fatos e pedir as providências cabíveis. Agora, ela já foi orientada pela polícia de que tem um prazo de seis meses para decidir se vai seguir com uma representação criminal contra o empresário.