Região
Acusado de matar jovem em "clubinho" de Birigui vai a júri popular nesta terça
Jorge Alexandre Pereira Coelho senta no banco dos réus por homicídio qualificado após bate-boca em festa no bairro Paraíso; crime chocou a cidade em junho de 2024
Birigui - Dia de acerto de contas com a Justiça! É nesta terça-feira (3), a partir das 9h, que o Tribunal do Júri da comarca de Birigui vai julgar o homem apontado como autor da morte de Johnny Martins Jalles de Souza, de 34 anos. O crime aconteceu em junho de 2024, durante uma festa em um "clubinho" no bairro Paraíso.
O réu Jorge Alexandre Pereira Coelho vai encarar o Conselho de Sentença — formado por sete jurados da comunidade — para responder pelas acusações de peso do Ministério Público: homicídio qualificado por motivo fútil (uma discussão banal) e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (ataque de surpresa).
O que rolou na noite do crime?
Na noite de 22 de junho de 2024, na rua Maria Josefa Almendro Alves, o clima esquentou. Segundo o que apurou a Polícia Civil, houve um desentendimento forte entre o acusado e a vítima.
A acusação sustenta que, após o bate-boca inicial, o réu teria sacado a arma e efetuado disparos contra Johnny. A vítima, que acreditava que o desentendimento já estava resolvido, foi pega desprevenida e atingida na região do tórax.
A Polícia Militar foi acionada às pressas para atender a ocorrência de disparo de arma de fogo nas proximidades do clubinho. Ao chegarem, os policiais encontraram Johnny ferido, mas ainda consciente. Ele conseguiu relatar aos PMs que havia sido baleado, porém não deu detalhes sobre quem teria puxado o gatilho.
O jovem foi socorrido de urgência ao Pronto-Socorro Municipal e, em seguida, transferido para a Santa Casa de Birigui. Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na noite seguinte.
Investigação e a hora do veredito
A casa caiu para o suspeito semanas depois. Sob o comando do delegado Eduardo Lima de Paula, equipes da Polícia Civil realizaram diligências na cena do crime e no Pronto-Socorro, reunindo os elementos que faltavam para fechar o cerco.
Em julho de 2024, a Justiça atendeu ao pedido e decretou a prisão temporária de Jorge Alexandre, identificado oficialmente como o autor do homicídio.
A sessão desta terça-feira abre oficialmente o calendário de julgamentos de novembro do Tribunal do Júri na cidade. A acusação será liderada pelo promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes, enquanto os trabalhos serão presididos pelo juiz Juliano Santos de Lima. Cabe agora aos sete jurados dar a palavra final: condenação ou absolvição?